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Série #VidadeFisio – Raquel Mugnaini

Por que escolheu estudar Fisioterapia? O que o motivou? E o porquê a fisioterapia desportiva?
O que me motivou escolher fisioterapia, foi uma lesão que eu tive quando jogava handebol, torci o tornozelo e tive que passar por tratamento.

A atenção e dedicação do fisioterapeuta que fez meu tratamento, colaborou com meu interesse pela profissão, despertando uma paixão.

Por já fazer parte do mundo esportivo, não foi difícil optar pela fisioterapia desportiva.

Como começou a sua história no Esporte Clube Pinheiros?
Minha história com o Pinheiros começou com em 2014. Trabalhava no Instituto Vita que prestava serviços para o Clube. Trabalhava na natação, acompanhando a equipe nas viagens. Surgiu a oportunidade de ficar fixa como funcionária do Pinheiros, aceitei. Em 2015 já estava contratada.

Atualmente você atua em qual modalidade? Como é fazer parte da equipe, o dia a dia com os atletas?
Atualmente estou atuando com o atletismo, na verdade desde que fui contratada, mesmo passando por outras modalidades, sempre atuei com o atletismo.

É muito gratificante fazer parte da equipe, gosto muito do que faço, não me vejo fazendo outra coisa que não seja fisioterapia esportiva.

Quais foram as principais competições que já acompanhou?
Além do Troféu  Brasil pelo Clube, tive convocação pela seleção, o Pan- Americano Juvenil esse ano na Costa Rica, convocação para camping, já fui para Itália tratar os atletas Thiago Braz e Ana Paula Oliveira.

Um momento ou alguns momentos memoráveis na sua carreira?
O primeiro foi vir para o Pinheiros, realização de sonhos que abre muitas portas. Em 2014 o meu primeiro Troféu Brasil, em 2016 o primeiro título do Clube na competição foi especial, devido a disputada acirrada até a última prova. Os títulos seguintes do Troféu Brasil também, pois confirmou todo uma trabalho e planejamento feito.

Em 2016 aquele salto com vara da Joana Costa, última tentativa, ela conseguindo o índice para as olimpíadas foi marcante. O Talles Frederico em 2016 também.

Os títulos do vôlei da base sub-21 e sub-19 em 2015. Em 2017 a ida para Itália para tratar os atletas Thiago Braz e Ana Paula Oliveira, foi uma experiência totalmente nova. O título de vôlei sub-19 de 2018, foi de forma invicta foi bem bacana. Os meninos do atletismo sendo campeões no Mundial é pra ficar na história, os campeões pan-americanos de Lima foram incríveis também. Os sucessos dos atletas me deixam muito feliz e motiva no trabalho do dia a dia. As convocações para seleção me deixaram muito feliz.

Um fisioterapeuta, assim como um preparador físico, o técnico ou outro membro que faça parte de uma equipe multidisciplinar, vibra e comemora as conquistas dos atletas como se fossem sua? Como é lidar com este sentimento em um ambiente de competição?
Sempre quando o atleta tem sucesso, vibramos muito por ele e por enxergar nosso trabalho nele.  Eu fico tão feliz, quanto eles. É muito gratificante ver o resultado final!

Qual é o maior desafio em ser um fisioterapeuta do esporte? E qual é o diferencial?
Não depende apenas da reabilitação do atleta seja da formação ou do rendimento, mas mantê-lo saudável durante toda a temporada. Sabemos que os treinamentos são duros, específicos e desgastantes, principalmente no auto rendimento e que acabam sendo um desafio, manter o atleta saudável quando acontece alguma lesão, inserir ele nos treinos e competições novamente, na mesma forma física antes do lesionamento.

O diferencial é ver a evolução do atleta, nas modalidades que acompanho, tanto no atletismo, como no vôlei da base é gratificante ver como eles cresceram e amadureceram dentro esporte. A superação do atleta quando tem uma lesão, a volta por cima diante das dificuldades faz parte do diferencial.

Os atletas se doam nessa evolução, trabalham com afinco. Vejo histórias belíssimas dentro do esporte, sempre uso dois exemplos do atletismo, a Adriana Aparecida (Maratona) e o Gladson que se esforçaram e trabalharam muito duro e evoluíram muito como atleta e pessoa. Não só o esporte, mas também a vida particular, pessoal e social é muito importante.

 Você tem algum protejo paralelo ao Clube? Conte como é.
Temos muitos sonhos para realizar (risos), trabalho em uma clínica próxima ao Clube e faço atendimentos particulares também.

Para finalizar, deixe um recado para quem quer ser um fisioterapeuta. Que dicas daria?
A dica que eu dou é simplesmente amar o que você faz, porque vão ter dias ruins e trabalhar com o que você ama, faz você levantar  da cama e continuar, é uma motivação. Achar que não é somente uma profissão, e sim uma vocação.