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Série #VidadeFisio – Gustavo Toledo

Por que escolheu estudar Fisioterapia? O que o motivou? E o porquê a fisioterapia desportiva?

Eu sempre gostei muito de esportes de forma geral, e quando eu estava na época do vestibular, a única certeza que eu tinha era que eu gostaria de trabalhar com pessoas e com o esporte, até que eu torci o tornozelo jogando handebol e conheci o trabalho da fisioterapia. Esse foi o ponto chave.  Quando entrei na faculdade, eu fui do começo ao fim focado na área ortopédica e esportiva, e a motivação veio ao saber que poderíamos auxiliar os atletas a alcançarem seus objetivos através da ciência e da promoção da saúde.

 

Como começou a sua história no Esporte Clube Pinheiros?

Entrei no Pinheiros logo no início de 2017 quando a fisioterapia esportiva do clube passou por algumas mudanças internas, inclusive uma mudança de espaço físico e também marcou o início de um novo ciclo olímpico.

 

Atualmente você atua em qual modalidade? Como é fazer parte da equipe, o dia a dia com os atletas? Quais foram as principais competições que já acompanhou?

Hoje fico com as equipes de Levantamento de Pesos, Pólo Aquático (masculino e feminino), Remo e Canoagem. O mais interessante de acompanhar os atletas de perto é conseguir identificar a demanda necessária de cada atleta e cada modalidade, assim

podemos desenvolver um trabalho específico, atuando não só no momento da lesão, mas também no auxílio da manutenção da performance e principalmente para que essas lesões sejam prevenidas. As principais competições que participei representando o clube foram os Campeonatos Brasileiros e Seletivas Olímpicas de LPO ; Campeonatos Brasileiros de Remo (Barcos Longos e Curtos); Brasil Open e Finais da Liga de Pólo Aquático.

 

Um momento ou alguns momentos memoráveis na sua carreira?

Todo o ciclo olímpico do Rio2016 foi bem importante na minha carreira. Tive a oportunidade de carregar a Tocha Olímpica na passagem pela Grande São Paulo e trabalhar dentro dos Jogos Olímpicos, onde eu fiz parte da equipe de atendimento na arena da Ginástica Artística.

 

Um fisioterapeuta, assim como um preparador físico, o técnico ou outro membro que faça parte de uma equipe multidisciplinar, vibra e comemora as conquistas dos atletas como se fossem sua?

Como é lidar com este sentimento em um ambiente de competição?

Quando atingimos a vitória todos comemoram juntos pois sabemos bem o quanto cada um consegue contribuir para alcançar esse objetivo e a importância de cada um nesse momento. A sensação é de dever cumprido e a vitória é sim de todos os integrantes.

 

Qual é o maior desafio em ser um fisioterapeuta do esporte? E qual é o diferencial?

Acredito que o maior desafio é mostrar a importância da fisioterapia esportiva e conquistar aos poucos o espaço necessário dentro da equipe multidisciplinar, pois podemos interferir positivamente em um resultado esperado.

O nosso diferencial é que podemos colocar um atleta em atividade na sua melhor condição física possível em momentos cruciais de competição e ao mesmo tempo temos que ter o sangue frio de tirar um atleta da competição quando necessário e auxiliar o mesmo a retornar da melhor forma, ou seja, temos que der muito flexíveis e ágeis nos momentos de decisão.

 

Você tem algum protejo paralelo ao Clube? Conte como é.

Tenho sim. Hoje, além do Pinheiros, eu coordeno uma equipe de Fisioterapeutas em um centro de performance esportiva em Guarulhos chamada Twelve Performance Studio. Além disso atuo também na Team One, uma equipe de E-Sports (esportes eletrônicos); em alguns boxes de CrossFit e organizo algumas ações dentro de Jogos Universitários.

É bem corrido! Mas sou suspeito pra falar sobre esporte e sobre a Fisio Esportiva. Gosto muito do que faço.

 

Para finalizar, deixe um recado para quem quer ser um fisioterapeuta. Que dicas daria?

É bem importante saber que terminar a faculdade não é sinônimo de parar de estudar. A fisioterapia é uma área da saúde bem complexa e ampla. É preciso estudar sempre, se manter atualizado e trabalhar com empenho e amor.