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Série #VidadeFisio – Entrevista com Tiago Testa

Por que escolheu estudar Fisioterapia? O que o motivou? E o porquê a fisioterapia desportiva?
Eu escolhi a fisioterapia porque jogava futebol de salão desde os seis anos em Guaratinguetá (São Paulo), cidade onde nasci. Disputei Campeonato Paulista, Metropolitano e Regionais.
Em quadra sofri uma lesão: fratura de clavícula. Tive que começar o tratamento com a fisioterapia para reabilitação. Foi assim que me apaixonei pela profissão. Quando entrei na faculdade optei pela área desportiva, levando em conta minha ligação no esporte desde pequeno.

Como começou a sua história no Esporte Clube Pinheiros?
Minha história no Esporte Clube Pinheiros começou em agosto de 2012, logo após os jogos olímpicos de Londres. A princípio iniciei meu trabalho com a categoria de base do vôlei e com a esgrima.

Atualmente você atua em qual modalidade? Como é fazer parte da equipe, o dia a dia com os atletas?
Quais foram as principais competições que já acompanhou?

Hoje em dia eu sou o fisioterapeuta referência da Natação pinheirense desde 2013. Sou responsável pelos atendimentos da equipe júnior e sênior, faço a orientação e coordenação nas categorias de base.

Eu venho realizando um trabalho muito bom junto com a equipe interdisciplinar da modalidade, é uma rotina puxada, porém muito gratificante, tenho o apoio de todos os atletas e da comissão técnica. Possuo uma autonomia plena, tanto para avaliar quanto para tratar, fico feliz com o retorno e a confiança da equipe no todo.

As minhas principais competições com o Clube foram Maria Lenk, Finkel, Open de Natação, os campeonatos brasileiros das categorias júnior e sênior. Com a seleção brasileira tive a oportunidade em 2015 de participar do Mundial Júnior em Singapura, em 2016 ações de treinamento visando os jogos olímpicos do Rio, aclimatação dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, em 2017 participei do campeonato mundial absoluto em Budapeste, em 2018 participei do campeonato Pan Pacifico em Tóquio e o mundial de piscina curta na China, nesse ano de 2019 fui para Coréia no mundial e nos Jogos Pan-Americanos em Lima, sendo o primeiro fisioterapeuta pinheirense convocado para o Pan, esse feito me deixou muito feliz.

Um momento ou alguns momentos memoráveis na sua carreira?
Eu não consigo definir um momento, cada competição, cada viagem sendo com o Pinheiros ou com a seleção é memorável, você representar seu Clube e seu país é algo que nos deixa muito feliz e motivado para trabalhar.

Dentre esses a conquista do Troféu Maria Lenk, os cinco títulos consecutivos, marca bastante nossa história no Clube.

Na seleção brasileira, sem dúvida os campeonatos mundiais e o grande marco, ser o primeiro fisioterapeuta do Esporte Clube Pinheiros nos Jogos Pan-Americanos, é memorável e gratificante como pessoa e profissional.

Um fisioterapeuta, assim como um preparador físico, o técnico ou outro membro que faça parte de uma equipe multidisciplinar, vibra e comemora as conquistas dos atletas como se fossem sua? Como é lidar com este sentimento em um ambiente de competição?
Esse sentimento é único, é o fruto do resultado do nosso trabalho. Eu gosto de salientar que a célula principal é o treinador e o atleta e a equipe multidisciplinar ao redor dos objetivos desses profissionais. Ter a sensação de dever comprido e ver que seu trabalho influenciou o resultado de alguma forma, isso é sensacional, estar em uma competição, receber um abraço, um carinho, uma palavra, uma medalha, um mascote da premiação, camiseta, isso pra mim é uma conquista absurda, tenho um cantinho na minha casa onde guardo todas essas lembranças.

Qual é o maior desafio em ser um fisioterapeuta do esporte? E qual é o diferencial?
O maior desafio de ser um fisioterapeuta esportivo é trabalhar sob constante e total pressão em cima de uma recuperação absoluta do atleta em menor tempo possível, dando a melhor qualidade e profissional. É uma pressão gostosa de sentir, muitas vezes a pressão é de forma direta seja de um atleta, do treinador, de um pai, ou até mesmo de forma indireta, uma auto cobrança do próprio profissional. Saber que a cada dia você tem que deixar o atleta apto para realizar o seu trabalho e no menor tempo possível, é uma cobrança boa de ter e o que motiva no foco.

Você tem algum protejo paralelo ao Clube? Conte como é.
Hoje em dia tenho a oportunidade de ser convidado para realizar palestras, ministrando aulas, tanto para universidades e até mesmo profissionais da área e modalidade natação. Venho estudando e tentando me aperfeiçoar ainda mais. Realizo atendimentos home care e no espaço Liv.

Para finalizar, deixe um recado para quem quer ser um fisioterapeuta. Que dicas daria?
A dica que eu poderia dar pra quem quer se tornar um fisioterapeuta é amar a profissão, saber que a cada dia você tem que sair de casa com o seu objetivo, é ter muitas vezes que abdicar de estar com a sua família, do descanso, férias. O esporte é muito dinâmico, a cada dia você reciclar como profissional e como pessoa, é uma área que eu sou suspeito, porque tudo que eu conquistei foi graças a fisioterapia esportiva, todas as viagens que eu realizei nacionais ou internacionais foi graças a fisioterapia esportiva, a natação, seleção e Esporte Clube Pinheiros. É muito bem alcançar os objetivos na profissão. Representar o Clube mais olímpico do Brasil, representar sua nação e levar o nome da sua família para todos os lugares é o que nos motiva e que nos fortalece cada vez mais.