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Preserve a saúde mental durante a quarentena

A manutenção do equilíbrio emocional é um dos desafios impostos pelo isolamento, ação prioritária no combate ao Covid-19. Imposta de forma inusitada, a quarentena alterou a rotina da população brasileira, modificando hábitos de crianças, estudantes, atletas, trabalhadores em geral e idosos, sem exceções.

Mesmo com o fechamento temporário, o Pinheiros está agindo para amenizar o desconforto de seus associados, atletas e funcionários. Na área do Esporte, por exemplo, a coordenadora de Psicologia, Melissa Voltarelli, mantém o atendimento aos atletas, das categorias de base ao competitivo. “Manter a normalidade dentro da anormalidade, dá um conforto a mais às pessoas”, afirma Melissa.

As sessões previamente agendadas com os atletas, seguem normalmente via Skype. Neste momento, os candidatos a competir nos Jogos Tóquio 2020 estão merecendo atenção especial. “Eles não podem sair para treinar porque precisam evitar contágio e preservar também seus familiares. E ainda estão vivendo a insegurança de ter ou não os Jogos Olímpicos. Nessas condições, manter o atleta motivado e equilibrado, torna-se o principal objetivo” revela a psicóloga pinheirense.

E foi justamente pensando na motivação dos atletas e associados em geral, que a equipe de psicólogos do Pinheiros criou o programa Psico 21 destinado a oferecer 21 dias seguidos de treinamento a domicílio com acesso pelo Instagram. Ao lado de Melissa, trabalham Beatriz Cavallini, responsável pelas categorias até 16 anos, e Marcelo Vilella, voltado para os esportistas a partir de 17 anos.

Confinamento forçado – Para se evitar o eventual tédio provocado pela quarentena, a psicóloga recomenda criatividade. “O ser humano é social por natureza e quando permanece em isolamento obrigatório por vários dias, vai sofrer reflexos emocionais. Quem perde a rotina, perde também a noção do tempo. Todo dia pode parecer sábado ou domingo. É preciso estabelecer um planejamento”, recomenda Melissa.
A limpeza da casa, uma reorganização das prateleiras e da posição dos móveis ou uma faxina nos armários para doação de roupas estão entre as atividades que podem levantar o astral de quem não sai de casa. Manter contato por vídeo ou fone com amigos e parentes também é essencial segundo a psicóloga.

“Quanto mais se convive no mesmo ambiente, mais possibilidade de conflitos. A falta do ritmo da escola e do trabalho interfere nas pessoas, mas é preciso ter consciência de que não é hora de se criar mais problemas. O momento exige o exercício da paciência e o desenvolvimento da empatia em família”, sugere Melissa.

Enxurrada de informações – Outro cuidado a ser tomado em relação ao Covid-19, está na seleção do material a ser visto, ouvido ou lido, inclusive para se evitar as ‘fake news’. “Há muita informação no ar, por isso é preciso ser seletivo, criterioso, para a busca do que é útil e, assim, evitar esse bombardeio desnecessário de notícias. Se não fizer isso, você pira”, afirma Melissa, indignada com o sensacionalismo.

Reeducando as crianças – Com as recentes recomendações da OMS – Organização Mundial da Saúde, pais e treinadores buscam frequentemente com os psicólogos do Pinheiros a informação de como explicar a situação de forma adequada às crianças. A psicóloga Beatriz tem encaminhado aos interessados uma cartilha com orientações específicas sobre a abordagem do tema com as crianças.

“Elas são bem mais ativas do que os adultos e ficam ainda mais expostas à volatilidade do lar, que geralmente aumenta nessas condições. Há alguns recursos para tentar serená-las como, pedir para que ajudem no preparo das refeições e integrá-las às tarefas domésticas como a limpeza da casa. Para manter a disciplina, é fundamental estabelecer que estudem em casa em horário semelhante ao da escola”, instrui Melissa.

Momento de fraternidade – É comum as pessoas se aproximarem e se ajudarem em ocasiões mais delicadas, geralmente provocadas por desastres ou catástrofes naturais. No caso do Covid-19, porém, há restrições em relação às aproximações. “A solidariedade não precisa ser física. Basta um telefonema para quem mora sozinho ou perguntar ao vizinho idoso se precisa de algo da padaria. Quem permanece em casa, por exemplo, está ajudando a si mesmo e a mais 15 ou 20 pessoas indiretamente. Ajudar é o propósito básico da vida”, ensina a psicóloga do Pinheiros, Melissa Voltarelli.