Nossa História

Um sonho que se tornou realidade…

Dentro de um Clube que se dedica exclusivamente ao esporte, nasceu em 1945 a primeira Escola de Educação Infantil – um Jardim de Infância dedicado às crianças de 3 a 6 anos. HENRIQUE VILLABOIM, então Presidente; THEODURETO SOUTO e JOÃO PAULO DE ARRUDA, Diretores Sociais; EDMUNDO DE CARVALHO, diretor do Departamento de Educação Física do Estado de São Paulo; LUCY DE ARAUJO LIMA DELDUQUE, diretora e professora, foram os iniciadores desta magnífica realização.

As atividades pedagógicas começaram em 1º de junho de 1945, com dois alunos: Beatriz e João Paulo de Arruda Filho. No final do ano já contava com um grupo de 65 crianças.

O primeiro espaço do nosso Jardim foi na cobertura de madeira ao lado das piscinas e depois a “casa dos barcos” (hoje CCR). Com a retirada dos barcos esse novo espaço foi festivamente inaugurado em 1947, por Leonor Mendes de Barros, então primeira dama do Estado.

Em 1962 um novo espaço foi cedido à Escolinha, ao lado do lago, mais apropriado para as atividades.

O sonho finalmente tornou-se realidade em 1969, nas gestões de WALDEMAR SALMERON e HONORINO GASPARINI, com a construção de uma escola moderna, dotada de instalações condizentes com a sua real importância para o atendimento à CRIANÇA PINHEIRENSE que, sem dúvida, será sempre o alicerce da sociedade do ESPORTE CLUBE PINHEIROS.

Consideramos que o Jardim da Infância já nasceu avançado no tempo. A influência inicial foi da Escola Nova, corrente pedagógica que exerceu papel importante na reorganização escolar e nas metodologias de ensino. Está fundamentada na capacidade criadora do aluno, colocando-o como centro do universo educacional.

Ao longo dos anos, a filosofia do Jardim de Infância sofreu outras influências, recuperando filósofos e educadores, como Rousseau, o grande precursor da reforma pedagógica contemporânea, que há 200 anos já advertia os educadores do seu tempo sobre a necessidade de ajudar a criança a observar melhor, para compreender a natureza e desenvolver a lógica e a razão. Podemos também citar Decroly, que propõe um método calcado na observação e associação de ideias, partindo do conceito dos “centros de interesse”; Fröebel, para quem a criança gosta de observação e de movimento, quer apalpar tudo que vê e deve exercer seus sentidos com liberdade; Dewey, que propõe substituir a ação dos professores pela ação dos alunos; Montessori, que propõe à criança o direito à vida própria, à liberdade e à autonomia; e Freinet, para quem a criança que a todo instante dá provas de suas aptidões criadoras, que imagina, inventa e cria, só pode ser compreendida e orientada mediante uma pedagogia e uma psicologia da construção e do movimento.

Nas últimas décadas, as influências de Piaget, o mais conhecido entre os construtivistas, é inegável. A estas, juntam-se as de Wallon e Vygotsky, entre outros, que fizeram avançar o construtivismo, mostrando que o conhecimento deve ser compreendido como processo em movimento e mudança, ligado à história individual e social.

O contexto mudou. A criança de hoje não vê flores, plantas, rebanhos, mas automóveis, computadores, internet e televisão. Diante desses novos e constantes estímulos, é necessário que o educador, principalmente o da educação infantil, entenda que a criança, quando inicia seu processo de escolarização, já possui conhecimentos em todas as áreas de estudos.

Desta forma, a filosofia utilizada na Escolinha estimula atividades em que diversos assuntos sejam abordados, que agucem a curiosidade natural das crianças e favoreçam a interação entre elas. A educação infantil é uma verdadeira teia de conhecimentos, tudo está interligado. Em qualquer oportunidade é possível trabalhar diversas áreas. Em uma atividade de culinária, por exemplo, a educadora pode tratar questões de linguagem, matemática, higiene e saúde.

Assuntos como cidadania e meio ambiente estão presentes no currículo dos pequenos alunos. A criança tem uma preocupação muito grande com a vida, gosta de animais, plantas e eventos da natureza. Procuramos chamar a atenção delas para a questão da preservação ambiental, reciclagem do lixo, animais em extinção. Também ensinamos o respeito à diversidade, para que, desde cedo, comecem a ter um olhar solidário com o próximo. Nunca estimulamos a agressividade, procurando mostrar que há outras formas de resolver um problema.

Tanto zelo com as crianças tem um motivo: a infância é a fase mais importante na formação do ser humano. Dos 0 aos 6 anos, o homem se desenvolve mais rapidamente do que em qualquer outra época. É quando aprende atividades básicas como falar, andar e viver em grupo, competências que levará para o resto da vida. No Jardim de Infância, trabalhamos na formação do ser humano integral. Por isso, nosso primeiro princípio é o respeito à criança.

 

Acreditamos, acima de tudo, na escola da vida, que pode promover o sonho do construtivismo de Piaget, da arte de pensar de Vigotsky e de tantos outros pensadores e educadores que influenciam nosso fazer na escola.

Desta forma, nossos objetivos básicos são a educação da emoção, a educação da autoestima, o desenvolvimento da solidariedade, da tolerância, da segurança, da habilidade de trabalhar perdas e frustrações.

Para nossa equipe de educadoras o conhecimento não é algo acabado, mas uma construção que se refaz constantemente.

O apoio e compreensão das diretorias passadas e presentes vêm facilitando o desempenho desse trabalho educativo.

Com a vida ao ar livre, cheia de amor e respeito, dando segurança à criança, a nossa Escolinha vive a plenitude de 70 anos de existência.

A escola deve ser um espaço estimulante, educativo, seguro, afetivo, com professores realmente preparados para acompanhar a criança nesse processo de descobertas.