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Retrospectiva de exposições | Passarinhar

Nossas Aves
Existem 10 mil espécies de aves no planeta, isso faz com que sejam o segundo grupo mais numeroso de animais vertebrados, atrás apenas dos peixes. Mas, enquanto os peixes permanecem apenas às águas, as aves conquistam praticamente todos os ambientes, inclusive o aquático. Do frio gélido dos polos ao calor escaldante dos desertos, das remotas florestas aos populosos centros urbanos, com olhos e ouvidos atentos, sempre será possível encontrar um passarinho.
Na cidade de São Paulo há 372 espécies de aves, aqui, no Esporte Clube Pinheiros, já foram avistadas 56 espécies.
Do ponto de vista científico, as aves têm destaque, tornando-as excelentes bioindicadores, ou seja, termômetro para potenciais riscos à natureza e consequentemente à população humana.
Então, olha o passarinho!

Passarinhar
No Brasil, a prática de observar aves ficou conhecida como Passarinhar. Atualmente milhões de pessoas pelo mundo se dedicam a essa atividade recreativa, que consiste em identificar as várias espécies de aves em seu ambiente natural.
Passarinhar é uma forma simples de se conectar com a natureza, trazendo benefícios para a saúde física e mental. É uma das atividades praticadas ao ar livre que mais cresce em todo o mundo.

 

Conheça os 4 passos para passarinhar:

1. Perceba
Dezenas de aves cruzam seu caminho no dia a dia. Abra a janela, olhe para fora, explore seu quintal, uma praça, um parque. As aves estão em todos os lugares, você pode observá-las mesmo sem sair de casa, principalmente em tempos de isolamento social.

2. Identifique
Que ave você avistou?
Identificar aves é uma arte, porém é uma habilidade que pode ser adquirida. O primeiro passo é observar atentamente os detalhes: qual é o tamanho e formato do corpo? Tem topete? Como é o bico? A cauda é longa ou curta? Depois repare nos detalhes distintos, como a cor, uma faixa sobre os olhos, ventre rajado, ou diversos outros. Um binóculo pode ser útil nessa etapa.
Outro detalhe que pode ajudar na identificação é o canto, já que muitas espécies são identificadas pela vocalização.

3. Registre
Durante o passarinhar, ou logo depois, faça uma lista das espécies que encontrou, você pode usar uma caderneta ou um aplicativo, como o EBird, um banco de dados de observações de aves, ou o Táxeus, que trabalha com listas de espécies. Assim manterá suas listas organizadas.
Além disso você pode fotografar, desenhar, ou gravar os cantos e armazenar no Wiki Aves.

4. Proteja
Compartilhar suas descobertas e achados na internet, além de manter seus registros e listas organizados, também ajuda a proteger as aves e seus habitats. As informações compartilhadas alimentam bancos de dados globais, utilizados por pesquisadores para estudar e conservar as aves.

Vem passarinhar!

 

Curiosidades:

Aves em poemas e canções
Desde sempre as aves são fonte de inspiração para obras culturais e artísticas, um exemplo disso é o verso:

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá;

as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”,

da poesia “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias.

Outro exemplo é a canção “Passaredo”, de Chico Buarque, cuja letra é composta basicamente por nomes de pássaros.

Outras músicas:
Águas de Março (Tom Jobim)
Capa Urubu (Tom Jobim)
Assum Preto (Luiz Gonzaga)
Asa Branca (Luiz Gonzaga)

Aves comuns em São Paulo

Sanhaçu-cinzento – Tangara sayaca
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É sem dúvida o sanhaçu mais comum em nosso país. Tem um canto longo, entrecortado pelo som de notas altas e baixas. O canto da espécie varia para cada local, havendo exemplo de o sanhaçu-cinzento cantar diferente até num mesmo bairro.

Sanhaçu-do-coqueiro (Tangara palmarum)
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Está frequentemente associada a palmeiras, daí seu nome popular. Costumam pousar nas partes mais altas da vegetação, muitas vezes são vistos contra o céu, em situações de iluminação onde os contrastes desaparecem.

Sabiá
Sabia em tupi significa “aquele que reza muito”. São mais de 12 espécies de sábia no Brasil, sendo os mais comuns em São Paulo, os sábia Laranjeira, sua ave símbolo. Segundo a lenda indígena quando uma criança escuta sabia durante a madrugada esta será abençoada com paz amor e felicidade.

Para identificarmos os sabiás podemos utilizar suas colorações diferentes e a sua vocalização.
Sabiá-laranjeira – Turdus rufiventris Clique para ouvir
Sabiá-branco Turdus leucomelas Clique para ouvir
Sabiá-do-campo – Mimus saturninus Clique para ouvir

Alma de Gato
Da família dos cucos, seu canto lembra os felinos. É comum em todo Brasil e pode ser visto em áreas urbanas ou áreas florestais, sempre buscando lagartas entre as folhagens. Clique para ouvir

Urubus
Os urubus têm uma importância fundamental na natureza, pois eles eliminam as carcaças de animais mortos, com isso ajudam a prevenir a propagação de doenças. Eles podem passar várias horas do dia planando usando as correntes quentes de ar para sustentar o seu peso e gastar menos energia.

Bem te vi, Bentevizinho-de-penacho-vermelho e Neinei
São três aves com os mesmos padrões de coloração o que torna facilmente confundidos sendo que o Bentevizinho de penacho vermelho é um pouco menor, já seus bicos são bem diferentes, o Neinei possui o bico mais robusto e nitidamente maior. Mas a melhor e mais confiável forma de identificar é através de suas vocalizações.

Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) – Clique para ouvir
Neinei (Megarynchus pitangua) – Clique para ouvir
Bentevizinho-de-penacho-vermelho – (Myiozetetes similis) Clique para ouvir

Peitica e Bem te vi rajado
Essas espécies também podem ser facilmente confundidos, o Bem-te-vi-rajado é um pouco maior e mais uma vez o seu canto é o mais recomendado para a correta identificação.
Peitica (Empidonomus varius) – Clique para ouvir
bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus) – Clique para ouvir

João de Barro
É conhecido pelos seus famosos ninhos. É conhecido como passarinho trabalhador, inteligente e seu canto parece uma gargalhada. O seu ninho demora em média um mês para ser construído e pesa em torno de quatro quilos. As vezes depois de abandonado o ninho é reutilizado por outras espécies de aves.
joão-de-barro (Furnarius rufus) – Clique para ouvir

Tucano de bico verde
Encontrada em toda região sul e sudeste do Brasil. Sua coloração é bem característica apresentando um amarelo e um vermelho muito forte no peito além do seu bico verde.
Tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus)- Clique para ouvir

Tucanuçu
Tucanuçu é o maior tucano de todo Brasil e seu colorido, formato do bico e tamanho chamam atenção o tornando inconfundível. Possui um bico amarelo alaranjado e o corpo preto com o papo branco.
Tucanuçu (Ramphastos toco) – Clique para ouvir

Maracanã pequena
Também é conhecida como arara nanica é uma Arararinha que se alimenta de coquinho de palmeiras.
Maracanã-pequena (Diopsittaca nobilis) – Clique para ouvir

Papagaios verdadeiros
São conhecidos como louros, sua fama de falante faz dele a ave mais traficada no Brasil.
Papagaio (Amazona aestiva) – Clique para ouvir

Periquitos
Os periquitos se alimentam de coquinho de palmeiras além de adorarem flores e frutos adocicados.
O Tuim é o menor representante dos Psittacidae do Brasil com apenas 12 cm e 26 g. Vivem em bandos.
Periquito Rico Brotogeris Tirica – Clique para ouvir
Tuim (Forpus xanthopterygius) – Clique para ouvir

Pitiguari
Mede cerca de 16 cm possui a cabeça e o bico desproporcionais em relação ao seu corpo, frequentador da copa das árvores de parques e jardins vivem escondidos entre as folhagens sendo denunciado por seu lindo canto. Você já ouviu?
Pitiguari (Cyclarhis gujanensis) – Clique para ouvir http://www.wikiaves.com.br/113498

Sairás
Moradoras da mata atlântica são inconfundíveis pelas cores exuberantes e contrastes marcantes.

Garça e Biguá
Comum a beira dos rios e lagos alimentam-se basicamente de peixes geralmente vivem em grupos, mas podem também ser visto solitários.
Garça-branca-grande (Ardea alba)
Biguá (Nannopterum brasilianus)

Chupim
Seu nome popular deriva do fato de não construir ninhos para reprodução e invés disso ele prefere “alugar ninhos“ de outras espécies como tico-tico João de Barro e muitas outras espécies. Existem registros de mais de 50 espécies cuidando de filhotes de chupim.
O Chupim também é conhecido “como vira bosta “o que vem do hábito de remexer nas fezes de vaca atrás de sementes não digeridas.
Chupim (Molothrus bonariensis) – Clique para ouvir

Pardal
Tem origem no oriente médio e hoje é considerado uma espécie cosmopolita, sua chegada ao Brasil se deu por volta de 1903.
Pardal (Passer domesticus) – Clique para ouvir

Beija-flor e Colibri
São as menores espécies de aves do Brasil. Possuem hábitos diurnos e ocorrem somente nas Américas. No Brasil existem aproximadamente 80 espécies. O espetáculo colorido dos beija-flor origina-se do fenômeno de reflexão da luz conhecido como iridescência. As cores notadas variam de acordo com o ângulo em que a luz solar incide.

Coruja
No Brasil existem 22 espécies de corujas, a coruja buraqueira vive em buracos cavados no solo. Com voo silencioso e suave é uma predadora de hábitos generalista, mas seu prato principal são os roedores.
Coruja-buraqueira (Athene cunicularia) – Clique para ouvir
A Corujinha do mato é menor que a coruja buraqueira e possui a silhueta de duas orelhas no topo da cabeça. Sua dieta consiste basicamente em aranhas e mariposas.
Corujinha-do-mato (Megascops choliba) – Clique para ouvir