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Informativo semanal XV

PARA REFLETIR
A FÁBULA DO CURRÍCULO
Freinet
“Uma vez, os bichos, preocupados com a complexidade da vida atual, resolveram copiar os homens, organizando uma ESCOLA que melhor pudesse prepará-los para enfrentar os problemas da existência.
Acompanhando ideais educacionais em voga, optaram por um currículo teórico-prático, constando, em essência, das seguintes disciplinas: CORRIDA, ESCALADA, NATAÇÃO E VOO.
A fim de facilitar a execução do plano, atendendo simultaneamente a um maior número de alunos, ficou resolvido que quem se matriculasse na Escola, estudaria todas as matérias em curso.

O Cisne, nadador exímio, mostrou-se desde logo melhor que o professor. Conseguiu notas razoáveis em VOO, mas revelou-se aluno muito fraco em CORRIDA. Coitado… quase sempre tinha que ficar depois do horário para treinar CORRIDA. Por isso, teve que reduzir as horas
que dedicava à NATAÇÃO, atividade tão do seu agrado. Na verdade, o que conseguiu mesmo foi ficar com as patas esfoladas. Por causa disso até seu humor se modificou, e vivia emburrado.

Talvez, por esse motivo, quando chegou a época do exame final, estava tão cansado que até em natação obteve apenas uma nota regular. Contudo, como o sistema de aprovação era o da média aritmética das notas obtidas nas diferentes matérias, conseguiu passar “raspando”.
Aliás, nessa altura, era visível que os alunos não mais se preocupavam com o aproveitamento escolar, ou real aprendizagem das matérias. O importante era garantir uma média final que desse para passar e garantir o certificado.

O COELHO, por exemplo, sempre fora o melhor de todos em CORRIDA, que treinava diariamente. Mas ficava atrapalhado e nervoso nas aulas de natação. Dava até a impressão de que, quanto mais se aplicava, menos aprendia. Vivia falando nos pesadelos que tinha, por causa
do exame de NATAÇÃO.
O GATO, de saída, superou todos os colegas do curso em ESCALADA, mas acabou por se indispor com o professor, porque preferia adotar processos próprios de subida, inventados por ele, e muito eficazes até, mas que nem sempre coincidiam com os ensinamentos recebidos.
Acabou tachado de aluno-problema no curso de VOO, porque o professor insistia em que ele alçasse voo do solo, enquanto o gato sustentava que só conseguia “voar” baixando do topo das árvores até o chão.

No fim do curso, um PATO tranquilo, assíduo, diligente, pouco amável, que nadava bem, voava sofrivelmente e atravessava gingando o gramado, numa imitação de corrida, alcançou a média mais elevada do grupo.
O DIRETOR da Escola convidou-o para ser o orador da turma, na cerimônia de formatura. Mas a festa foi triste… O grupo alegre dos primeiros dias não parecia o mesmo.

Estava bem menor. Muitos haviam desistido no meio do caminho; outros haviam sido reprovados. Quase todos estavam cansados e ainda alguns revelavam grande desânimo e pessimismo quanto ao futuro.”
Mesmo em tempos de pandemia pensamos nossa escola como um espaço educador, que responde às curiosidades, que respeita o tempo e as características de cada criança, pois desta forma todas chegarão ao fim do ciclo confiantes em suas capacidades, e certamente revelando alegria e otimismo quanto ao futuro. Esta é e sempre será nossa meta.

1 – ENCONTRO COM AS PROFESSORAS E EQUIPE – dia 28 – 19h00

Roberta Balarini
Pedagoga, pesquisadora das infâncias e aprendizagens significativas, especialista em Arte Educação pela Eca – USP, e idealizadora do Rodas da Infância.

Andressa Nishiyama
Artista multidisciplinar e educadora. Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp e Especialista em Arte Educação pela Eca – USP. Ministrou aulas de teatro, atelier, artes integradas e expressão corporal em projetos públicos e privados. Pesquisa cultura popular brasileira, percussão, educação e infância.

PROPOSTA:
O encontro “Inventários de convites – a aprendizagem integrada ao cotidiano” tecerá diálogos possíveis junto a experiência do e-book “Inventário de convites: o habitar em casa” onde os autores convidam crianças pequenas e grandes a observarem seu próprio lar sob uma perspectiva poética.
Debateremos também o cotidiano de aprendizagens adentrando alguns questionamentos norteadores: como podemos encontrar um olhar para o simples e para o possível em nossas propostas? Como trazer o corpo para a presença e estado de criação permitindo que os processos surjam de maneira potente?

2 – ALGUMAS AÇÕES DO JARDIM DE INFÂNCIA NO RETORNO ÀS AULAS
• Aferição da temperatura dos funcionários e crianças;
• Limpeza das salas três vezes ao dia;
• Controle de entrada e saídas das famílias;
• Desinfecção diária das mochilas.

3 – A VOZ DA EQUIPE

Prof.ª Roberta
“É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar.
E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…” (Paulo Freire)
Durante quase sete meses nos distanciamos de nossa rotina dentro do espaço escolar. Talvez para muitos, assim como para mim, este foi um momento repleto de incertezas, medos, mudanças, tentativas, erros, acertos e buscas.
Mas, neste período, esperançamos! Levantamo-nos e levamos adiante, construímos, reconstruimos e, ainda hoje imersos em dúvidas, seguimos a esperançar e criar pontes.
Talvez este seja um dos grandes deveres do professor e da escola: criar pontes! Pontes para a busca, para o saber, para a curiosidade, para a esperança!
Mais uma vez reconheço a grandeza do SER professor/professora e a boniteza deste caminho cheio de incompletude. Um caminho carregado de possibilidades e encantos. Repleto da urgência em alcançar novos voos, passagens, frestas e PONTES.
Concebido pela ânsia de adentrar e desvelar novos mundos; escutar e conhecer as crianças.
Enfim, um caminho tecido por um desejo infinito de criar um novo mundo e IR ALÉM esperançosamente!

Com carinho, cuidado e um olhar positivo para o futuro
Regina e Renata