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Informativo semanal XIV

PARA REFLETIR
SAUDADE E NOSTALGIA, RAÍZES E ÂNCORAS

Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra. Uma pessoa tem saudades quando tem raízes, pois o passado alimenta. Pessoas que têm nostalgia estão sempre às voltas com um processo de lamentação.

Todos nós temos raízes e também âncoras. O problema é quando as âncoras superam as raízes. O nostálgico amarga e sofre, o saudoso se alegra, pois ele deixa fruir aquilo que viveu. O nostálgico se aproxima daquilo que os antigos chamavam de melancolia e que hoje é chamado de depressão, esse perigo. Vez ou outra é preciso fazer um balanço de si mesmo, de modo a ver se estamos sendo puxados para as raízes ou para as âncoras, para a saudade ou a nostalgia, para a alegria ou para a depressão.

Em qualquer ano que uma pessoa tenha atravessado, é impossível viver sem cicatrizes. Só o fato de ter partilhado, compartilhado, vivenciado, convivido com pessoas, experimentado coisas, tudo isso faz com que mudemos … graças a Deus!
Somos seres flexíveis, e ser flexível é muito diferente de ser volúvel. Flexível é aquele que muda quando considera adequado mudar. Volúvel é aquele que muda por qualquer coisa. A nostalgia é a tristeza da mudança contínua. A saudade é a experiência da mudança que conduz ao crescimento.
Percalços são inevitáveis, toda a vida é composta por erros e acertos, por dores e delícias. A maioria das pessoas acredita piamente que aprendemos com os erros. Cautela com isso.. Podemos pensar que aprendemos é com a correção dos erros; se aprendêssemos com os erros, o melhor método pedagógico seria errar bastante. Podemos lembrar também que todo cogumelo é comestível – só que alguns uma única vez… Eis um equívoco que não dá para corrigir depois.
Não é o erro; é a correção do erro que ensina.
(adaptação do texto de Mario Sergio Cortella)

1 – ENCONTRO COM AS PROFESSORAS E EQUIPE
Dia 22 (quinta-feira) 19h00
Alexandre Le Voci Sayad Jornalista e educador, diretor da ZeitGeist e co-chairman internacional da aliança internacional da UNESCO em educação midiática, a GAPMIL. É colunista de A Gazeta do Povo e da Revista Educação, e autor do livro “Idade Mídia – A Comunicação Reinventada na Escola”, entre outros. É apresentador do programa “Idade Mídia”, no Canal Futura, e do canal MídiaMundo no Youtube. É membro do conselho consultivo do programa Educamídia e do conselho científico da revista acadêmica Comunicar (Universidad de Huelva, Espanha). É também pesquisador em Inteligência Artificial e Ética da PUC-SP.
PROPOSTA: Desinformação e Fake News: o papel da educação midiática em casa e na escola

2 – ALGUMAS AÇÕES DO JARDIM DE INFÂNCIA NO RETORNO ÀS AULAS
• Desinfecção de todas as salas diariamente e pulverização com solução aquosa de ozônio às 7h00 e às 12h00;
• Desinfecção de todos os brinquedos utilizados pelas crianças;
• Uso de máscaras e protetores faciais por toda equipe da escola;
• Acolhimento das crianças e famílias em horários escalonados.

3 – A VOZ DA EQUIPE
Professora Cristina B.
O homem da orelha verde
Um dia num campo de ovelhas
Vi um homem de verdes orelhas
Ele era bem velho, bastante idade tinha
Só́ sua orelha ficara verdinha
Sentei-me então a seu lado
A fim de ver melhor, com cuidado
Senhor, desculpe minha ousadia, mas na sua idade
de uma orelha tão verde, qual a utilidade?
Ele me disse, já́sou velho, mas veja que coisa linda
De um menininho tenho a orelha ainda
É uma orelha-criança que me ajuda a compreender
O que os grandes não querem mais entender
Ouço a voz de pedras e passarinhos
Nuvens passando, cascatas e riachinhos
Das conversas de crianças, obscuras ao adulto
Compreendo sem dificuldade o sentido oculto
Foi o que o homem de verdes orelhas
Me disse no campo de ovelhas.
(Gianni Rodari)

Diante de tantas notícias ruins (pandemia, queimadas, política…) e mudanças na rotina, nós adultos devemos parar, nem que seja por alguns instantes, para escutar o que as crianças tem a nos dizer, pois com o seu olhar diante do mundo podem, com sua sensibilidade e poesia, ajudar-nos a atravessar esses momentos e a estreitar os laços sociais (familiares e escolares).
Nestas duas semanas de encontros presenciais pudemos ouvi-las e, em pequenos grupos, compartilharam experiências dessa quarentena e trouxeram suas hipóteses, afirmações e teorias sobre o coronavírus.

“- É uma bolinha bem pequena, que não faz nada! O corona é invisível.”
“- É um bicho desse tamanho (fez um gesto pequeno com as mãos) que não morre! A gente, às vezes, quase morre! Se alguém pisar nele, mata ele!”
– “O rato vomitou. Foi tanta sujeira e virou o coronavírus.”
– “Eu posso usar uma lanterna para ver o coronavírus.”
– “Ele está trancando todas as lojas e só pode entrar de máscara.”
– “Posso fazer uma pergunta? Por que os brinquedos da sala estão fechados? Por causa do coronavírus! Ele é pequeno, mas tem muito dele! Com a lupa não dá para ver.”
– “A gente não sabe onde o coronavírus mora.”
(Crianças de 3 e 4 anos)

Os contextos educativos consideram as vozes das crianças expressas nas diferentes linguagens. Queremos que as nossas orelhas não envelheçam precocemente.

Com carinho, cuidado e um olhar positivo para o futuro
Regina e Renata