Jairo Klug

Nascimento: 18/04/1984
Altura: 1,9m
Peso: 85 kg
Cidade natal: São Paulo
Categoria: PR3

Títulos:

  2007 – 5º lugar nos Jogos Pan-americanos do Rio em 2007
  2012 – 9 lugar nos Jogos de Londres
  2012 – 5º lugar na Copa do Mundo em Munique, Alemanha
  Campeão do Brasileiro ( 2019/2018/2017/2016/2009/2008)
  Regata Internacional de Pararemo de Gavirate, Itália: campeão em 2016 –  3º lugar em 2015 – campeão em 2013
  2015 – 4º lugar na Copa do Mundo em Varese, Itália
  2017 – Campeão e recordista em Sarasota, EUA
  2017 – Campeão e recordista em Sarasota, EUA
  2018 – Campeão Mundial em Plovidiv, Bulgária

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Meu início no remo foi por acaso. Pratiquei handebol dos 7 aos 13 anos no Instituto Ayrton Senna e depois me afastei um pouco dos esportes. Quando meu irmão começou a estudar na USP, abriu a possibilidade para eu frequentar o CEPEUSP. Eu era muito magro e queria natação e musculação para ficar forte, mas não havia vaga.

Entre as disponíveis, a modalidade que mais me chamou a atenção foi o remo. Comecei a praticar aos 17 anos, logo de cara me identifiquei e em pouco tempo já estava competindo. Depois de um ano e meio, meu desempenho me levou ao Corinthians, com direito a bolsa de estudo. Depois, meu técnico foi para o Pinheiros e fui junto com ele. Isso foi há 17 anos. Eu já conhecia o clube dos tempos do handebol.

Dois momentos me emocionaram muito ao longo da minha carreira. O primeiro foi competir nos Jogos Paralímpicos de Londres. Significava o recomeço após o acidente de moto que limitou os movimentos dos braços e a chance de continuar fazendo o que eu amo. Tudo isso em meio ao maior evento esportivo que um atleta pode chegar.

O segundo, foi a conquista do bicampeonato mundial em 2018 na Bulgária. Havia perdido repentinamente meu pai quatro dias antes do embarque. Não contei para ninguém da equipe, mas ao subir no pódio não consegui segurar a emoção lembrando do orgulho que tinha por mim. Não perdia a oportunidade de dizer que sou atleta do Pinheiros e do Brasil.

Sobre Tóquio, fico imaginando quanta tecnologia envolverá a Olimpíada. Vi que os ônibus que circularão pela Vila Olímpica serão autônomos. Penso também, como será o comportamento das pessoas devido ao momento que estamos atravessando. Imagino sempre o Brasil no degrau mais alto do pódio.