fbpx

Série #VidadeFisio – Bianca Yuri Sakai

Por que escolheu estudar Fisioterapia? O que o motivou? E o porquê a fisioterapia desportiva?

Fui atleta de ginástica rítmica durante muitos anos, comecei a treinar com 6 anos de idade. Em alguns momentos precisei realizar fisioterapia por conta de algumas lesões, fui me aproximando e me identificando com essa área da saúde. Assim, escolhi que seria fisioterapeuta e como o esporte sempre esteve presente na minha vida, não foi difícil querer a fisioterapia desportiva.

Como começou a sua história no Esporte Clube Pinheiros?

Em 2014 havia finalizado a pós-graduação e através de uma empresa terceirizada na época, comecei a trabalhar como fisioterapeuta no clube, sendo efetivada como funcionária em 2015.

Atualmente você atua em qual modalidade? Como é fazer parte da equipe, o dia a dia com os atletas?

Atualmente trabalho com as categorias de base do basquete, da esgrima e dos saltos ornamentais.

O dia a dia com os atletas é bem desafiador devido à alta demanda de atendimentos no setor e muitas vezes o curto prazo que temos para reabilitar o atleta, deixando-o em condições de treinos e jogos. Porém, a amizade que você cria com cada um deles e poder acompanhar as suas pequenas evoluções diárias são muito gratificantes.

Quais foram as principais competições que já acompanhou?

As principais competições que já acompanhei com o clube foram os Torneios Nacionais de Esgrima e o Campeonato Sul-americano de Esgrima pré-cadete, cadete e juvenil. Com a Seleção Brasileira, o Campeonato Sul-americano de Basquete sub-15, Campeonato Sul-americano de Saltos Ornamentais e Natação infantil e juvenil e competições internacionais preparatórias para o Campeonato Mundial e Pan-americano de Natação.

Um momento ou alguns momentos memoráveis na sua carreira?

Um momento memorável foi acompanhar algumas competições classificatórias para as Olimpíadas do Rio 2016, com a equipe da esgrima e em especial o Torneio Nacional em Curitiba, onde finalizamos com 10 atletas do ECP classificados para os Jogos Olímpicos.

Sem dúvida, outros momentos muito especiais na minha carreira foram as convocações para a Seleção Brasileira da base de basquete, saltos ornamentais e natação.

Um outro momento memorável além de ter sido convocada para a Seleção Brasileira de Basquete é o fato de que fui a primeira e sou atualmente a única fisioterapeuta mulher da Seleção Brasileira Masculina de Basquete.

Um fisioterapeuta, assim como um preparador físico, o técnico ou outro membro que faça parte de uma equipe multidisciplinar, vibra e comemora as conquistas dos atletas como se fossem sua? Como é lidar com este sentimento em um ambiente de competição?

Sim, com certeza! Uma equipe multidisciplinar geralmente trabalha em torno dos mesmos objetivos, portanto as conquistas dos atletas não deixam de ser o reflexo dos resultados positivos do trabalho desse time, do trabalho de cada um na sua devida e importante função. É sempre uma grande satisfação saber que de alguma forma pudemos contribuir para que aquela conquista fosse alcançada.

Qual é o maior desafio em ser um fisioterapeuta do esporte? E qual é o diferencial?

Acredito que um dos desafios pode ser o diferencial, o qual é estar totalmente dedicado e em tempo integral à sua modalidade, aos seus atletas e comissão técnica, muitas vezes estando ausente da sua própria família e amigos para poder acompanhar o seu time.

Você tem algum protejo paralelo ao Clube? Conte como é.

Estou realizando uma especialização em Mindfulness na Unifesp e juntamente a formação de instrutora. Portanto, em um futuro próximo, gostaria de realizar alguns projetos voltados ao Mindfulness.

Para finalizar, deixe um recado para quem quer ser um fisioterapeuta. Que dicas daria?

Tenha bem definido a sua real motivação para ser um fisioterapeuta, para que essa motivação te ajude a seguir em frente independente dos obstáculos que surgirão. Estude muito, se dedique aos seus pacientes e nunca esqueça dos seus valores. Sempre “gente cuidando de gente”.