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Principal atração da Festa Junina 2016, o cantor, compositor e instrumentista Michel Teló conversou com a Revista sobre seu novo disco Baile do Teló, atual sucesso, após o fenômeno da música Ai, se eu te pego, e o que preparou para o maior evento pinheirense.

 

Com tantas músicas consagradas, o que significa lançar um disco com 15 canções inéditas?

A ideia com o DVD Baile do Teló era retornar às raízes matogrossenses. Isso significa retornar ao que me formou como artista, que foram os bailões típicos de Campo Grande, onde cresci e onde, aos 15 anos, passei a integrar o grupo Tradição. Fui moldado nessas festas, que não têm hora para acabar e que têm como principal objetivo levar alegria para as pessoas. Claro que Ai Se Eu Te Pego se encaixaria nisso, mas queria resgatar o que vivi lá atrás e, também, trazer músicas inéditas para o público.

O DVD tem um padrão de produção muito alto. O que você vai levar para os shows da turnê?

O cenário da gravação realmente é grandioso e, para todos os shows, é impossível levar tudo o que foi usado. As vezes não há espaço, não há tempo, enfim. Para cada show adaptamos com o que é possível.

Como foi o encontro com Seu Jorge, já que vocês são os dois cantores brasileiros mais conhecidos no exterior? Isso pode ter um apelo internacional?

Não pensei nisso quando o convidei. Minha vontade de gravar alguma coisa com ele vem desde o primeiro DVD, mas nossas agendas nunca batiam. Fiquei muito feliz
que dessa vez deu certo porque admiro demais o trabalho do Seu Jorge. Ele é um cantor excepcional.

Você está na estrada desde os 12 anos. Subir ao palco, hoje, é a mesma emoção?

Claro que é. Faço o que amo. Adoro estar no palco e levar alegria para as pessoas. Cada show é uma emoção diferente.

Por 12 anos você fez parte de um grupo. Qual é a melhor e a pior coisa de estar em carreira solo?

A decisão de sair do Tradição demorou para acontecer. Eu estava acomodado, tinha um bom salário, me dava bem com todos, tínhamos sintonia. Mas a banda tinha, praticamente, dez sócios e não era fácil contemplar o que cada um queria. Recomeçar sozinho não foi fácil, mas o lado bom é que as decisões, agora, partem de mim. Sinto falta deles sempre, tanto é que estão no meu novo DVD.

Ai Se Eu Te Pego foi a música mais tocada em várias partes do mundo. Analisando isso hoje, como é ser responsável por esse fenômeno?

Pude viajar o mundo todo, crescer, conhecer novas pessoas e artistas que me agregaram muito. Por meio dela, fiquei mundialmente conhecido e ganhei respaldo para as pessoas acreditarem em mim como produtor, para poder criar novos projetos como  Bem Sertanejo e muita outras coisas. O que aconteceu com essa música foi surreal, é difícil acontecer de novo. Só tenho a agradecer ao que ela me proporcionou e ainda me proporciona.

Você gosta de cantar essa música? Você ficou com medo de virar refém desse sucesso?

Gosto, claro. Ela sempre está em todos os meus shows. Nunca tive esse medo, mas sabia da responsabilidade e da cobrança, do que vinha depois dela. Todo mundo quer lançar músicas que virem sucesso e eu, graças a Deus, tive várias músicas em primeiro lugar depois dela.

Ai se eu te pego em boa parte do mundo ainda é um sucesso. A que você acha que se deve esse fenômeno?

Quando viajei o mundo para divulgar meu trabalho, fiquei muito orgulhoso de ouvir minha música tocando em todos os lugares e ainda mais em português. Não sei dizer a que se deve isso, especificamente. Ela é uma música fácil de cantar, animada, simples, isso talvez desperte o interesse das pessoas.

Quando você virou um sucesso no Brasil, você foi muito criticado pela modernidade do seu som. Hoje, você acha que as pessoas conseguem entender melhor as várias vertentes da música sertaneja?

Acredito que sim. O Brasil é um país sertanejo, apesar das diferentes culturas que vemos em cada região. Acho que as pessoas sabem diferenciar os estilos que temos dentro da música sertaneja. E há espaço para todos. O sertanejo soube se popularizar e se modernizar.

Como surgiu a ideia de colocar percussão e dar uma cara mais dançante ao sertanejo? E como você faz para se reinventar?

O sertanejo soube se reinventar, se modernizar e inserir coisas novas faz parte disso. Principalmente no último trabalho,  DVD Baile do Teló, eu produzi quase tudo e isso ajuda muito. Você vai atrás de outros artistas, de ouvir outras coisas, buscar referências e se reinventar.

No começo da sua carreira solo, sua meta era se apresentar no Faustão em dois anos. Qual é seu objetivo agora?

Tenho muitos sonhos ainda, muita gente para compor e cantar junto, muitos projetos para fazer. A música me motiva muito.

Em que momento da sua carreira você está?

Estou feliz demais por tudo o que conquistei e com muita energia para conquistar mais ainda. Tenho muita coisa para realizar ainda na música.

Você gosta de festa junina? Tem alguma lembrança desse tempo?

Gosto muito. Tenho lembranças incríveis da minha infância

Como foi sua experiência no The Voice Brasil?

Foi demais, incrível. Participar de um programa como aquele, ao lado de tanta gente boa, ouvindo tantos artistas competentes e criativos foi uma experiência muito boa. E, com certeza, acrescenta muito para minha carreira.

Como será o show na Festa Junina do Pinheiros?

Quero colocar o público “pra festar”, quero que todos se divirtam, aproveitem, cantem e dancem muito. O show é baseado no novo DVD, mas, claro, com as músicas mais conhecidas também.

Você pratica ou acompanha algum esporte?

Gosto muito de assistir Futebol. Acompanho meu time e jogo a minha pelada, de vez em quando.