No dia da inauguração, o Presidente Luís Eduardo Dutra Rodrigues falou com a Revista Pinheiros sobre a emoção e a importância da obra. Confira.

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Qual é a sensação de entregar o Novo Estacionamento?
É uma sensação de dever cumprido.
Quem acompanhou a minha gestão, sabe que ela foi inteiramente dedicada a esse trabalho diuturno, seus problemas, com cada minuto, cada momento de atenção para que essa obra fosse realizada. E hoje conseguimos fazer essa inauguração com muita alegria.
Na verdade, eu recebi muitos parabéns, mas queria dizer que os parabéns não deveriam ser para mim, mas para o corpo associativo. Nós estamos trabalhando para esses associados. É um trabalho muito gratificante.
Eu me sinto muito gratificado, mais por estar podendo entregar esse empreendimento para os pinheirenses, do que para a minha vaidade pessoal de realização.

O senhor cuidou de detalhes da obra.Em que momento o senhor pensou ‘valeu a pena todo o esforço?
Sei que sou muito criticado porque sou perfeccionista, gosto de ir ao detalhe, de participar. Mas é claro que as pessoas são competentes e têm capacidade para realizar. Mas nós temos também essa vontade de participar e de poder fazer com que as coisas saiam da forma mais correta possível. Esse é o único motivo de ser detalhista, mas acho que não perdemos e, sim, ganhamos com isso.

Já caiu a ficha de que o senhor está entrando para a história do Clube como o presidente que inaugurou o novo Estacionamento Faria Lima?
Isso aí, para mim, acho que é o tempo que vai mostrar. Mas vou sentir, com certeza, muito orgulho quando os meus netos passarem por aqui e olharem essa placa dizendo que eu participei de alguma coisa, que eu construí alguma coisa. Acho que não são as edificações que são importantes na gestão e, sim, a postura, a forma administrativa e, portanto, nada disso seria possível se não tivéssemos uma diretoria, competente e capaz, e um corpo de funcionários que estivesse comprometido. E é isso o que eu busco sempre: o comprometimento de todos, para que possamos servir muito bem o Corpo Associativo.

O senhor gostou do resultado?
Muito. É uma obra que demorou três anos, mas todos podem ter certeza de que ela está muito bem feita, foi muito bem idealizada, projetada e construída.
Então, o nosso dinheiro foi muito bem gasto.

Qual é a sensação de entrar no Estacionamento? Como foi esse momento?
Eu fiquei mais emocionado quando vi os associados entrando e já podendo usufruir e participar dessa grande obra. É claro que, como associado, fico muito feliz de saber que teremos mais conforto para poder usar o Clube.

Quais serão as próximas obras?
Tem outras obras que estão vindo, como a duplicação da Brinquedoteca, a Piscina Olímpica, que nós estamos modernizando, a reforma do Boliche. Enfim, há muitas outras coisas que ainda podemos fazer. Eu tenho um ano de gestão e espero, no meu limite de tempo, poder fazer o máximo que puder. Vou tentar.

DEPOIMENTOS

“O Estacionamento ficou maravilhoso. Em fins de semana ou em feriados, o antigo não dava conta, estava ficando muito cheio. Com a inauguração desse novo, vai dividir o número de carros. Também não poderia deixar de falar das novas opções de entrada. Como o Clube é muito grande,
elas facilitaram muito a nossa vida.” Yvelyse Barrella Penna

“Estacionei hoje aqui e fiquei muito impressionado. É ótimo ter mais uma opção e ter outro acesso pela Faria Lima também é ótimo. Já deu para perceber que vai diminuir o tempo de a gente ficar esperando uma vaga e vai facilitar a ida ao Shopping Iguatemi também. Sei que houve muito pouca dificuldade operacional durante a construção, não me incomodou em nada, até porque o fim da obra mostra que valeu muito a pena esperar. Foi uma surpresa até quando o Estacionamento ficou pronto e é ótimo ter essa nova estrutura no Pinheiros.” Eric Alexander Klug

“Era uma das obras mais importantes e aguardadas, uma verdadeira prioridade que foi atendida. Também fiquei muito feliz de ver como ela foi bem cuidada e construída. É uma bela obra.” Geracina Maria Bernasconi Zuccari

“O Novo Estacionamento vai ter impacto direto no dia a dia dos pinheirenses. A entrada dos associados vai ser mais fácil, vai ser bem facilitada. Apesar de o Clube, nesses últimos cinco anos, ter feito bastante coisa, o Estacionamento Novo é um símbolo. Realmente, é uma obra de grande porte, são três andares para baixo.” Gabriel Zorello Laporta

Luiza Possi

“GOSTO DE MISTURAR, DE QUEBRAR BARREIRAS E ROMPER FRONTEIRAS.”

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O Pinheiros será palco de um grande encontro: Luiza Possi recebe, dia 26 de abril, no Auditório do CCR, a cantora Zizi Possi.
Mãe e filha farão uma celebração do melhor da música popular brasileira. Aos 27 anos de idade e completando 12 de carreira, Luiza já pode se orgulhar de ter seu próprio caminho na MPB.
Com sete álbuns, dois DVDs e registros ao lado de Alceu Valença, Ivete Sangalo e Herbert Vianna, a cantora está divulgando seu mais recente disco, Sobre Amor e o Tempo. Antes da estreia nacional e do show que reunirá seus principais sucessos no Clube, Luiza conversou com a Revista Pinheiros sobre as influências musicais, a importância de dividir canções com a sua mãe e de como será sua apresentação no Pinheiros. Confira.

Você lançou um disco e vai estrear uma turnê com músicas de Lulu Santos, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Erasmo Carlos e também de sua própria autoria. Em que momento da sua carreira artística você se encontra?
No melhor momento, eu acho. Esse é o primeiro disco independente. E por isso eu pude fazer da maneira como eu quis, escolher as músicas que eu achava que teriam uma coerência com o disco e criar uma identidade para ele da maneira que deveria. Isso é muito bom. Por outro lado, tenho todas as responsabilidades sobre ele, de divulgá-lo, de escolher as rádios ideais para lançar, de cuidar de toda a burocracia que é fazer um disco. Isso foi muito bom. Fiquei emocionada quando peguei a primeira caixa de discos na mão.

Seu primeiro disco foi lançado em 2002. Qual a mudança mais significativa nesses 12 anos de estrada?
São muitas. Não há uma mais significativa. Doze anos é um tempo muito longo e muita coisa muda e acontece.

Com turnê e disco novo, ainda tem aquele frio na barriga? Como é montar um show hoje?
Sempre. O frio na barriga faz parte, seja quanto tempo de carreira tiver. Ele move você para frente. É complicado montar um show hoje, desde a parte burocrática de buscar recursos, até mesmo a parte prazerosa de escolher repertório e deixá-lo redondo e coerente.

Como é saber que na sua discografia já existem clássicos que não podem ficar fora de um show? É muito bom. E ao mesmo tempo me causa um problema (risos). Para a nova turnê, por exemplo, eu não quero abrir mão de nenhuma música do disco novo. Quero apresentá-lo na íntegra no palco. Mas eu sei que outras músicas não podem faltar, que o público vai ao show esperando ouvir. E preciso dar espaço para todas.

Em 2004, você surgiu também como compositora. O que a leva a escrever?
E quando uma música sua merece ser gravada por você?
Eu sempre compus. A música “Tão da Lua”, por exemplo, que abre esse novo disco, eu compus com 14 anos. Em todos os meus discos tem música minha. Eu gosto de cantar algo que me emocione. Se for minha, melhor ainda, fico muito feliz. Mas não faço essa questão.

Você já gravou um DVD com participação de Zizi Possi, Herbert Vianna, Tiaguinho e Ivete Sangalo. Como universos musicais tão diferentes fazem parte da sua carreira?
Gosto de trazer as minhas referências para os meus discos. E em cada disco escolho músicas intensas, viscerais e, principalmente, que tenham relação com todo o trabalho. Não me importa o universo musical ao qual o artista pertença. Gosto de misturar, de quebrar barreiras e romper fronteiras.

O que importa é emocionar. De que forma a vida artística da sua mãe influenciou na escolha da sua carreira?
Minha relação com a música é íntima, pessoal e intransferível. Não sei dizer o quanto influenciou – e se influenciou – o fato de minha mãe ser cantora.

Como você encontrou sua identidade musical?
Trabalhando, criando, gravando...

Seu primeiro registro musical foi ainda bebê, na gravação de ‘Luiza’, clássico de Tom Jobim? Como foi isso?
Foi isso. Estava sempre nos estúdios e nas coxias, no colo da minha mãe.
E em uma dessas vezes, meu choro ficou registrado em uma das gravações de “Luiza”, do Tom Jobim.

O que significa para você dividir o palco com a sua mãe?
A participação da minha mãe, no meu DVD em especial, foi muito importante. Meses antes da gravação, ela ficou muito doente, no hospital, e foi uma barra muito pesada. Nesse show, foi a primeira vez que ela subiu num palco para cantar de novo. Então, estava todo mundo muito comovido. Foi muito importante para mim vê-la ao meu lado, bem, cantando lindamente uma música minha (e do Dudu Falcão). Para mim, significa muito cantar com ela.

De que forma esse encontro de cantoras de gerações diferentes mexe com você?
Da melhor forma possível. Eu não ligo para o estilo musical, eu gosto de misturar, de aprender, de ensinar. A música não permite esse tipo de diferença. Encontrar outras gerações é sempre muito gratificante.

Assim como a sua mãe, você está se tornando uma divulgadora de compositores contemporâneos, como Paulinho Moska, Lula Queiroga, Dudu Falcão, entre outros. Como você vê essa função da sua profissão?
Extremamente gratificante. Fico feliz de poder levar ao público composições de artistas tão talentosos.

O que os associados do Pinheiros podem esperar desse seu show?
Podem esperar muita emoção e muita diversão. Eu me apresento sozinha, minha mãe também participa e, claro, cantamos algumas músicas juntas. O repertório é surpresa, mas tenho certeza de que o público vai gostar.