“APOIAR O ESPORTE É UMA OPORTUNIDADE DE MUDANÇA PARA O PAÍS.”

FERNANDO CHACON 2

Em breve, o Brasil receberá a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Com a proximidade dos dois eventos mais importantes do mundo, investimento no esporte passou a ser uma ferramenta poderosa para as empresas.
Apontado como um dos empresários de melhor reputação do Brasil, pela Merco, empresa de pesquisa europeia, o atual diretor de marketing do Itaú, o pinheirense Fernando Chacon, conversou com a Revista Pinheiros sobre estratégias de marketing atreladas ao esporte e a importância do esporte para o País.

O Brasil entrará em um período de Copa do Mundo e Olimpíada e naturalmente as empresas devem investir no esporte. O que fazer para esse apoio se tornar efetivo?
Para ser efetivo, é importante que o apoio das empresas esteja lastreado em uma causa, em algo que elas realmente acreditam e que, portanto, receberá um perene investimento.
São ações contínuas que poderão contribuir para a transformação das pessoas e da sociedade. O Itaú tem causas bem definidas, relacionadas à educação, arte e cultura, esporte e mobilidade urbana.

Como ficará o mercado brasileiro com esses dois eventos?
Com um mercado em amplo crescimento e próximo de ser sede da Copa do Mundo FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, os dois maiores eventos esportivos do mundo, o Brasil vive um grande momento na economia e no esporte. O mercado esportivo nunca esteve tão aquecido no Brasil, o que reafirma a importância do esporte como ferramenta de inclusão social e de apoio para o desenvolvimento socioeconômico do País.

Como Diretor de Marketing, como o senhor vê esse momento para as empresas e para o Esporte?
A empresa deve observar e considerar suas raízes, sua missão, seus valores e os atributos de sua marca. Apoiar o esporte é uma oportunidade de mudança para o País. Mas cada empresa tem sua vocação e sua essência, suas dificuldades e seus limites. O importante é que haja esforço nesse sentido porque, se bem planejado e executado, virá retorno para a marca. Não necessariamente o seu core business tem de estar diretamente ligado ao esporte, mas deve haver alinhamento e aderência da sua marca e de seus objetivos com o território que se espera ocupar com o patrocínio.

Hoje em dia, ter a imagem associada ao esporte é benéfico para as empresas.
Porém, há 20 anos, isso não era assim tão claro. De onde surgiu a ideia de patrocinar campeonatos?
O esporte está no DNA do Itaú. Em um mundo em constante transformação, a prática esportiva tem adquirido mais relevância na vida das pessoas e o Itaú acompanha esse movimento.
Acreditamos que o esporte transforma as pessoas, o País e a sociedade. E justamente por acreditar no esporte como agente de transformação e mais especificamente na capacidade do futebol em unir as pessoas, é que o Itaú é Patrocinador Oficial da Seleção Brasileira de Futebol.

Qual a finalidade de ter a imagem associada ao esporte?
Nós nos aproximamos de todas as camadas da sociedade, de forma bastante democrática. Para o Itaú, o foco no esporte, aliado à educação, é um pilar muito consistente, que contribui, de forma objetiva, para o desenvolvimento das comunidades onde atuamos.

Por que um investimento tão grande no esporte?
Não podemos dizer que é grande, mas sim que é justo, considerando a capacidade do nosso orçamento, aliado ao importante esforço do governo, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.
Entendemos que o esporte anda de mãos dadas com a educação, a arte e a cultura, como pilares fundamentais para a criação de uma sociedade que se desenvolve. Por isso, a palavra que você menciona é perfeita: investimento.

De que maneira isso ajuda o Itaú nos resultados?
Os nossos patrocínios, além de serem fiéis às nossas crenças, também nos possibilitam realizar ações de ativação que permitem ampliar, ainda mais, a experiência lúdica e exclusiva dos mais diversos públicos que se relacionam com a nossa marca. Mas temos extremo cuidado para apoiar apenas os patrocínios aderentes às nossas causas e que atendam nossos parâmetros de investimentos.

Falando em esporte, qual a sua relação com o esporte?
Eu sou um apaixonado pelo esporte.
Sempre gostei de acompanhar as mais diversas modalidades. Desde pequeno, pratico esporte com muita regularidade. Joguei futebol por muito tempo, mas o receio de contusões acabou me afastando das quadras e gramados e me aproximando das quadras de tênis e da corrida de rua.
Acredito que o adequado equilíbrio entre trabalho e esporte garante uma qualidade de vida diferenciada.

Qual a sua relação com o Clube Pinheiros?
Sou associado do Clube Pinheiros há 13 anos, quando comecei a treinar com Eliana Reinert, às 6h da manhã, na pista de Atletismo. Optei por abandonar as provas, mas não a corrida, que mantenho até hoje, em menor proporção. Sou frequentador assíduo do Fitness, também nas primeiras horas do dia, e, vez ou outra, das quadras de Tênis. Sou encantado com o Clube, com a variedade de atividades disponíveis e com a beleza natural.

Por que o senhor escolheu o Pinheiros?
Não há um único motivo que tenha me motivado a escolher o Pinheiros, mas uma série deles: amigos associados, perfil competitivo, variedade de esportes, competência em resultados e localização mais do que privilegiada.

De alguma forma o Clube ajuda na sua relação com a família?
Frequento o Clube duas a três vezes por semana, sempre nas primeiras horas do dia, para correr, ir ao Fitness e jogar Tênis. Não costumo ficar em São Paulo nos fins de semana e, por isso, pouco interfere na rotina com a família, mas o bem-estar que me propicia, certamente, impacta positivamente na relação familiar.

Há algum lugar especial aqui no Clube?
Gosto muito do ambiente do Tênis e do Fitness, mas não posso deixar de citar que correr pelas alamedas do Clube é algo impagável.

Várias campanhas do Itaú são voltadas para o esporte. De alguma forma, há a influência do Pinheiros?
O Pinheiros me permite um contato mais direto com o esporte, com a prática constante. O Itaú tem campanhas lastreadas pelas causas do Banco e por uma estratégia de comunicação.

O senhor tem alguma história interessante relacionada com o Clube?
Meu primeiro ano de clube foi mágico, porque sempre tive simpatia pelo atletismo, principalmente pela corrida, mas desconhecia toda técnica aplicada para esta atividade. Em junho de 1999, conheci a Eliana Reinert e disse a ela que tinha o sonho de correr uma São Silvestre. Fizemos um planejamento que foi cumprido com muita disciplina e pude correr a São Silvestre já nesse primeiro ano de treino de corrida.
Mantive um bom ritmo de provas a partir de então, até decidir que a corrida seria apenas para a qualidade de vida e não mais para participar de provas.