“Tudo se transforma sempre, ainda bem.
Só não muda a nossa paixão pelo palco”  Bruno.

Capa Fabinho

Festa junina e música sertaneja formam uma das combinações mais tradicionais dos arraiáis pinheirenses. Além dos deliciosos pratos típicos e das brincadeiras, o Clube virou um celeiro dos melhores shows do Brasil e este ano não será diferente. A dupla Bruno & Marrone é uma das principais atrações do evento e apresentará, aos associados, um repertório de quase 30 anos de estrada.

Em entrevista exclusiva à Revista Esporte Clube Pinheiros, Bruno fala sobre os principais desafios da carreira e da emoção de continuar conquistando fãs.
O músico comenta, ainda, as mudanças no gênero sertanejo e como a dupla se mantém nas paradas de sucesso, até hoje.

A dupla foi formada em 1986 e tem quase 30 anos de estrada. Como é ter tanto tempo de carreira?
Este ano completamos 28 anos de estrada.
A sensação é maravilhosa por conseguir levar nosso sonho tão longe. Se pensarmos em tudo que passamos, desde o início, só temos a comemorar. Cada dificuldade, cada alegria, cada momento, tudo tem a sua importância em nossa trajetória. O que mudou desde o começo até agora?
Tudo se transforma sempre, ainda bem. Só não muda a nossa paixão pelo palco. Se olharmos para trás, fazíamos shows em botecos de Goiânia e, hoje, viajamos o mundo com nossa canção.

Com três décadas de estrada, o que os motiva a subir ao palco, a cada show?
A paixão, o público, a adrenalina.
Todos os detalhes são motivadores. E isso não vai acabar nunca. Eu e o Marrone somos muito felizes com nosso trabalho e fazemos com amor. Não existe rotina, cada dia conhecemos pessoas e histórias diferentes, para as quais nossa música serviu de trilha.
Precisamos de mais motivação?

Como surgiu o nome da dupla?
Marrone é do seriado A Dama de Vermelho, exibido na década de 1980, pela Rede Globo. Já Bruno, veio de um livro com nomes.

Quais foram as influências de outros estilos nacionais e internacionais, que ajudaram a definir a dupla?
Basicamente, o sertanejo é o mesmo, mas sou um eterno apaixonado pelo bolero. Em nosso repertório, sempre colocamos um pouco deste tipo de música.

O gênero sertanejo é um que mais apresenta novidade na música popular brasileira. Como vocês trabalham essas questões de modernidade e raiz?
Entendemos que música de raiz está cada vez mais escassa, até mesmo pela mudança de hábitos e do público que consome música sertaneja. A modernidade não pode levar sua identidade embora, eu acho que o grande segredo é o bom senso, sempre.

Hoje em dia, têm surgido várias duplas sertanejas no cenário musical brasileiro. Como vocês fazem para se manter firmes no sucesso que alcançaram, ao longo dos anos?
Mantendo nossa identidade, assim como as duplas novas têm a delas.
Só ao longo dos anos, percebemos que ouvir o público é a melhor escolha. As pessoas querem ouvir Bruno & Marrone e não temos razão e nem queremos enganá-las.

Qual a influência da “moçada” no som de vocês?
A sonoridade, com arranjos cada vez mais próximos do pop. O que os diferencia das outras duplas, tanto das antigas quanto das novas?
Talvez o timbre de voz, mais grave.

Como vocês fazem para atender ao público antigo que já os acompanha e também conquistar novos fãs?
Respeitando cada um deles, à sua maneira.

Qual o segredo de continuar juntos, como dupla, por tanto tempo?
Respeitar a individualidade de cada um. Somos parceiros no trabalho, com vidas diferentes. Amigos que buscam sempre o entendimento e não deixam as diferenças influenciarem demais.

Quais os principais desafios?
O desafio de todos os dias é manter as conquistas!

Qual foi a importância do último álbum, que vocês lançaram em 2012, Pela Porta da Frente, para a carreira da dupla?
Cada trabalho é fundamental e norteia o posicionamento no mercado. Em 2013, tivemos a música mais tocada do ano - Vidro Fumê - e isso comparando todos os segmentos. Imagina uma notícia dessa para artistas com 27 anos de carreira e com uma renovação imensa acontecendo. Nós nos sentimos revigorados.

Entre tantas duplas, como é ser uma das mais famosas do Brasil e já consagrada no cenário da música do País?
Fascinante!

Qual o objetivo de vocês: o que já conquistaram e o que ainda falta conquistar?
Nosso principal objetivo é manter o foco para que tudo continue dando certo.

Vocês gostam de tocar em Festa Junina?
Demais da conta! É uma festa boa, com gente animada e dá muita vontade de ir a cada barraca experimentar as comidas típicas da época.

Fora o trabalho, vocês gostam dessa época de festa?
Acho até que se tivéssemos tempo, faríamos Festa Junina em casa para amigos e família.

O que o público do Pinheiros pode esperar do show na Festa Junina no Clube?
Podem esperar o melhor de Bruno & Marrone, o que significa uma viagem pelo nosso repertório.