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Brasil fecha Parapan na liderança do quadro e vai com moral para Londres

 

País quase alcança número de ouros do Parapan do Rio, em 2007, aumenta aproveitamento e só não conquista medalha no tiro com arco

 

O recorde não veio, mas a quantidade foi substituída pela qualidade. Segundo a avaliação do presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrews Parsons, e do chefe de missão Edilson Tubiba, as conquistas verde e amarelas nos Jogos Parapan-Americanos de 2011 foram a prova da evolução do esporte paraolímpico rumo a um resultado expressivo nas Paraolimpíadas de Londres. Apesar do número absoluto de medalhas e ouros ter sido inferior ao do Parapan do Rio, a dupla apresentou dados percentuais para mostrar que o aproveitamento foi superior. O fato é que, em Guadalajara, o Brasil encerrou, pela primeira vez longe de casa, uma competição multidesportiva em primeiro lugar.

 

Delegação brasileira na festa de encerramento do Parapan (Foto: Bruno de Lima / FOTOCOM.NET / CPB)


Ao todo, foram conquistadas 197 medalhas (81 ouros, 61 pratas e 55 bronzes) em Guadalajara. Proporcionalmente, o número de vezes em que o Brasil saiu vitorioso foi maior do que no Rio de Janeiro. Em 2007, os 83 ouros faziam parte de um total de 228 medalhas. Os Estados Unidos e o México foram o segundo e terceiro colocados, respectivamente.

 

- Pela primeira vez saimos por cima em uma competição de altissimo nível fora de casa, deixando EUA e México bem para trás. Das 13 modalidades do programa, nós só não medalhamos no tirco com arco, que estreou aqui, e fomos ouro em nove esportes, sendo primeiro colocado geral em seis. O Parapan era o principal evento do ano e peça chave na preparação para Londres. Dos quatro objetivos estabelecidos no início da nossa gestão (1º lugar no Parapan de Guadalajara, 7º nas Paraolimpíadas de Londres, 1º no Parapan de Toronto e 5º nas Paraolimpíadas do Rio), já atingimos o primeiro com sobras. Foi um trabalho muito bem feito, e cumprimos nossa missão – disse Parsons.

 

Com os bons resultados obtidos por jovens valores em diversos esportes, Tubiba fez questão de ressaltar o planejamento a longo prazo do Comitê, com foco na renovação das delegações. Atletas como Vanilton Filho, Talisson Glock e Caio de Oliveira, da natação, Thierb Siqueira e Marivana Olveira, do atletismo, e Natalia Mayara, do tênis em cadeira de rodas, foram alguns dos citados como exemplo da nova geração.

 

- Investimos seis meses no início da gestão no planejamento. Pesquisamos o mundo inteiro, fizemos reuniões, vimos onde tinhamos condições de buscar medalhas mais rápido e investimos em jovens. Até pouco tempo usávamos um criterio subjetivo para chamar os jovens. Hoje todos conseguiram vaga através de um critério técnico, e eles provaram o merecimento ao conquistarem medalhas. No Rio, com delegação total maior, tínhamos 33 atletas com idade inferior a 21 anos. Aqui temos 45. Em 2016, eles vão chegar com 25, 26 anos. Temos uma equipe muito jovem e já com um bom resultado técnico.

 

Os carros-chefes
A natação foi o esporte que mais arrebatou medalhas: foram 85, sendo 33 de ouro. Daniel Dias se consagrou como principal nome das piscinas e subiu 11 vezes no topo do pódio, quatro delas em revezamentos. André Brasil conquistou seis ouros, e três jovens rapazes mostraram que podem dar continuidade ao legado dos ídolos. Vanilton Filho, Talisson Glock e Caio de Oliveira, caçulas da delegação, venceram pelo menos uma prova em suas respectivas classes. No feminino, Joana Neves, a Joaninha, ganhou quatro medalhas de ouro e se colocou como um dos principais nomes da modalidade ao lado de Edênia Garcia.

 

Daniel Dias posa com as 11 medalhas de ouro que ganhou no Parapan (Foto: Márcio Rodrigues / Fotocom)

 

O atletismo conquistou dois ouros a mais do que no Rio de Janeiro (27 a 25) com direito a recordes mundiais de Daniel Silva nos 400m da classe T11 e de Yohansson Ferreira, nos 200m da T45. Terezinha Guilhermina e Lucas Prado foram os cegos mais rápidos nos 100m, e Rosinha Santos voltou à seleção em grande estilo, com o bronze no lançamento de peso e o ouro no lançamento de disco. Thierb Siqueira e Marivana Oliveira foram destaque entre os novos valores.

 

No tênis de mesa, a seleção encheu a sacola. Foram 12 medalhas de ouro - sendo três femininas e três por equipes-, seis de prata e seis de bronze. Jane Karla, vencedora na classe 7-9, ainda foi escolhida para ser a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento.

As decepções
Enquanto as meninas do basquete em cadeira de rodas superaram o México, levaram o bronze e a vaga para os Jogos de Londres, o time masculino foi derrotado por Argentina, Estados Unidos e México. Com apenas a quinta colocação geral, não poderá disputar as Paraolimpíadas.

 

O tênis em cadeira de rodas, que no Rio levou dois ouros no masculino – duplas e com Mauricio Pomme no individual – e uma prata com a dupla feminina, conquistou apenas a medalha de bronze com Pomme e Carlos Alberto dos Santos, mais conhecido como Jordan, nas duplas.

 

Superação
Jady Martins começou a pedalar no início de 2011 e, com alguns meses de treino, conseguiu ser convocada para o primeiro Parapan da carreira. Em Guadalajara, no ciclismo de estrada misto, a paranaense teve um pneu furado, mas voltou para a disputa. Quando terminou a prova não tinha ideia do próprio feito. Com o resultado confirmado pelos organizadores, viu que tinha levado a medalha de prata.

 

No vôlei sentado, o Brasil estreou com derrota para os Estados Unidos no tiebreak. Na decisão, a equipe brasileira deu a volta por cima e se vingou dos algozes da primeira fase com estilo. A vitória por 3 sets a 1, de virada, teve passeio verde e amarelo nas duas últimas parciais.

 

Após perder para os EUA na estreia, Brasil dá o troco na final (Foto: Helena Rebello/Globoesporte.com)

 

 

Fonte: www.globoesporte.com

 

 

André Brasil chega ao quinto ouro com recorde parapan-americano

 

Dono da melhor marca do mundo, nadador brasileiro vence os 100m livre da classe S10 em Guadalajara. Phelipe Rodrigues fica com a medalha de prata

 

André Brasil se despediu das provas individuais dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara em grande estilo: com ouro e recorde de campeonato. Dono da melhor marca do mundo nos 100m livre da classe S10 (50s87), ele nadou a prova em 51s60 para bater o recorde do Parapan, que pertencia a ele mesmo – 52s35, no Rio-2007. Phelipe Rodrigues, com 53s05, fez dobradinha no pódio.

Depois, André Brasil conquistou mais um ouro: no revezamento 4x100m medley. As outras medalhas dele foram nos 100m peito, 50m e 400m livre e 4 x 100m livre.

 

Fonte: www.globoesporte.com

 

 

Ex-coletor de lixo, brasileiro vira protagonista em cerimônia de encerramento

 

O paulista Solonei Silva protagonizou o início da cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ex-coletor de lixo na cidade de Penápolis, o atleta, vencedor da medalha de ouro na maratona, recebeu a premiação durante o evento que marca o final do evento no México, em um pódio armado no meio do gramado do Estádio Omnilife. Com o local lotado, o maratonista cantou o hino nacional e recebeu o aplauso do público.

A cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-Americanos iniciou com a tradicional execução do hino do país local.A cantora Ely Guerra, filha do ex-técnico do Chivas Guadalajara Alberto Guerra, emocionou o público com uma apresentação sóbria e leve. Sem trilha sonora, a artista, com uma voz poderosa, recebeu o apoio do coro do público presente no Estádio Omnilife, que cantou pela última vez a composição nacionalista.

Depois da execução do hino nacional, o público pôde acompanhar no imenso telão a exibição dos principais momentos dos Jogos Pan-Americanos. Passando pelo primeiro ouro, conquistado pela americana Heather Irmiger no mountain bike, até as consagrações de Thiago Pereira, Cesar Cielo, Marcel Stürmer e Solonei Silva, brasileiro que subiu no lugar mais alto do pódio neste domingo, depois de vencer a maratona. Uma queima de fogos, depois dos vídeos, recebeu os atletas.

A delegação brasileira se despediu logo em seguida. Liderada pelo ginasta Diego Hypólito, responsável por carregar a bandeira verde-amarela, a equipe empolgou o público com animação. Os atletas se misturaram entre si. O padrão da abertura, quando cada país desfila dividido, foi quebrado, e a festa tomou conta do palco do Estádio Omnilife.

Depois do desfile solto dos atletas, o protocolo oficial foi adotado. O presidente da Odepa, Mario Vázquez Raña, e o governador de Jalisco, Emilio González Marquez, entraram no centro do gramado do estádio Omnilife e adotaram um discurso objetivado para ressaltar a organização mexicana, especialmente o político do estado que recebeu a edição de 2011 dos Jogos Pan-Americanos.

"Não construímos apenas estádios e a Vila Pan-Americana, construímos confiança, orgulho, reconhecimento e o futuro do país. Mostramos que o México é isso que acreditamos, que confiamos em nós mesmos, na nossa capacidade. Sabemos trabalhar para fazer coisas grandes, mostrar o melhor do México. Agora vamos tentar realizar as Olimpíadas. Agora é a vez da Olimpíada, viva o México!", discursou.

 

solonei

 

O discurso ufanista do governador de Jalisco acabou ressaltado por Manuel Vazquez Raña. "Conseguimos no final uma coisa maravilhosa. O estado de Jalisco nos recebeu de braços abertos. Muito obrigado aos habitantes, ao povo de Guadalajara, que povo simpático. Obrigado, foram os melhores Jogos Pan-Americanos da história", discursou, antes de cometer a primeira gafe da festa.

"Dou por encerrado os Jogos Pan-Americanos às 23h, digo, 21h50, horário de Guadalajara", afirmou, sem lembrar que, com o final do horário de verão mexicano neste domingo, o horário exato do discurso às 20h50. No entanto, este no foi o único.

A gafe do presidente, entretanto, não foi a única. Seguindo o roteiro programado para a cerimônia de encerramento, o hino canadense foi executado, mas com falhas. Com uma interrupção no som, a cantora Florence K se atrapalhou durante a canção, mas superou o problema rapidamente e encerrou a apresentação. Em seguida, os prefeitos de Guadalajara e Toronto, Rob Ford, executaram a "passagem do bastão" da cidade mexicana para a canadense.

Fonte: Terra

 

Fernando Saraiva conquista ouro inédito no levantamento de peso

 

Fernando Saraiva fez história nestes Jogos Pan-Americanos ao ganhar a primeira medalha de ouro do Brasil no levantamento de peso e a primeira medalha desde Mar Del Plata 1995. Com apenas 21 anos, Fernando somou 410kg e, de quebra, ainda bateu recordes pan-americanos na categoria acima de 105kg.

 

Na primeira tentativa do brasileiro na final, Fernando conseguiu igualar a melhor marcar atingida pelos seus rivais até então, conseguindo erguer os 176 kg. A quebra do recorde pan-americano no arranque ficou para minutos depois, quando levantou os 181 kg. E quando todos já se surpreendiam com a performance do brasileiro, Fernando ainda impôs novo recorde, de 185 kg.

 

No arremesso, mesmo já tendo vantagem de 10 kg sobre Patrick Earth Mendes, dos Estados Unidos, e Christian Alberto Lopez, da Guatemala, carregou 211 kg de cara. Marca que foi melhorada ao erguer os 216kg, igualando o recorde total pan-americano até então, do chileno Cristian Escalante, de 401 kg. A terceira tentativa do brasileiro fez Fernando Saraiva se transformar no nome a ser batido na modalidade: 225 kg e total de 410 kg erguidos na competição.

 

- Treinei muito para isso e estou muito feliz com a minha medalha. Agora, vou continuar meu trabalho - comemorou Fernando Saraiva, que atribuiu o feito à sua disciplina:

- Sem dúvidas que não tenho a vida que um cara de 21 anos tem. É muita privação, abro mão de muitos prazeres. Mas tenho um plano de vida - concluiu.

 

Fernando Saraiva levou ouro e bateu o recorde pan-americano na categoria acima de 105kg

 


 


Quatro anos depois, Leandro solta o "engasgado" grito de campeão

 

Leandro Guilheiro pôde finalmente comemorar um ouro em Pan-americanos na última quinta-feira. Em Guadalajara, no México, ele venceu, pela categoria até 73 kg, o porto-riquenho Gadiel Miranda, e conquistou seu sonhado objetivo. No Pan do Rio, em 2007, o brasileiro sentiu uma contusão e perdeu a final para o norte-americano Ryan Reser.

A vitória veio com um ippon, assim como todas as outras que conquistou nessa edição do torneio. "Estava engasgado. Tentei não ficar lembrando muito de 2007, porque foi muito doloroso, mas tudo o que eu aprendi lá ficou na minha cabeça", disse.

 

"Carreguei por esses quatro anos e entrei muito motivado aqui, mesmo cansado, mesmo em fim de temporada. Tive muita paciência para esperar quatro anos por isso, mas finalmente consegui viver esse momento que eu queria tanto ter vivido no Rio", acrescentou.

Em apenas dois minutos, o brasileiro dominou completamente seu adversário. "Queria mesmo terminar a luta de forma rápida, mas fui muito consciente, tentei ler bem e consegui entrar com um golpe rápido para, completou. Antes da decisão, Leandro superou o chileno Luis Antonio Retamales, o peruano German Eduardo Velazco e o canadense Antoine Valois, respectivamente.


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Quem também deu a volta por cima e sentiu o gosto de vingança foi Tiago Camilo, na categoria até 90 kg. Diante do cubano Asley González, ele caiu no Grand Slam do Rio de Janeiro, em junho deste ano. No México, pôde dar o troco no rival e garantir mais um ouro brasileiro.

"Tinha perdido para ele no Rio e estava faltando essa vitória. É uma alegria muito grande conquistar mais esse ouro nos Jogos Pan-americanos. Aqui você acaba vivenciando um pouco o espírito olímpico e isso mexe muito com o atleta. Isso me dá uma confiança muito grande para as próximas competições rumo a Londres", explicou.

Para chegar à final, Tiago passou pelo canadense Alexander Emond e, na semifinal, calou a torcida local ao superar o mexicano Isao Cardenas, com um ippon.


Crédito: Gazeta Esportiva

 

 

Marcelo Suartz ganha um bronze para o Brasil no boliche

Brasil não tem mais chances de medalha neste esporte


Um dos representantes do Brasil no boliche, Marcelo Suartz, conquistou uma medalha de bronze na categoria individual masculina, nesta quinta (27).


marcelo

Apesar de ter perdido a semifinal para o colombiano Santiago Mejia, o brasileiro garantiu um lugar no pódio, já que nesta modalidade o terceiro e o quarto lugares levam o bronze.

O Brasil não tem mais chances de medalha na modalidade e encerra sua participação no boliche nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.


Crédito: R7

 

 

Vivendo 'sonho de moleque', Guilheiro busca o ouro: 'Vou dar tudo de mim'

 

Prata em Rio-2007, judoca espera subir um degrau no pódio em Guadalajara


Os dezesseis pódios em sequência pouco importam. Para Leandro Guilheiro, o próximo campeonato é sempre o principal. Ainda mais quando as últimas lembranças não são das mais favoráveis. Prata nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, o judoca admite uma certa frustração por ter deixado escapar o ouro em casa. A felicidade de voltar a representar o país na competição, desta vez em Guadalajara, no entanto, é maior.

- É fim de temporada e eu já estou sentindo o cansaço. Mas estou curtindo muito isso aqui. Participar do Pan sempre foi meu sonho de moleque. Já fiz isso em 2007 e estou aqui de novo. Estou realizando todos os meus sonhos como atleta. Vou dar tudo de mim e espero ir bem.

As lembranças da derrota na final dos Jogos do Rio, para o americano Ryan Reser, ainda na categoria até 73 kg, estão vivas. Guilheiro, porém, quer deixar tudo de lado para que nada atrapalhe seu desempenho em Guadalajara.

leandro
 Eu tento dissociar essas lembranças do Pan de agora. Se pensar muito nisso, você acaba levando muita coisa ruim para a luta, e, claro, não é legal. Mas, lógico, sempre motiva a um algo mais. Espero terminar de um jeito diferente agora.

Desde a mudança para a categoria até 81 kg, Guilheiro tem conquistado alguns de seus principais resultados. No ranking mundial, que classifica para os Jogos Olímpicos de Londres, o judoca aparece na segunda posição. Ainda que o Pan não conte pontos para a lista, ele ressalta a importância da competição.

- O Pan é uma competição extremamente importante. O último, por exemplo, me ensinou lições importantes depois daquela prata. Hoje, eu apago todas as outras conquistas no ano. O mais importante é agora.

Leandro Guilheiro fará sua estreia em Guadalajara nesta quinta-feira. Na primeira luta, o brasileiro encara o chileno Luis Antonio Retamales.


Crédito: Globo.com

 

 

Ginástica faz história com ouro inédito e milésima medalha do Brasil em Pans

 

A ginástica artística do Brasil mostrou sua força nesta terça-feira, dia 25, e fez história em Guadalajara 2011. Capitaneada por Diego Hypólito, a equipe masculina, prata em Santo Domingo 2003 e Rio 2007, conquistou não apenas um ouro inédito, mas também a milésima medalha do país na história da competição.
ginastica
Diego Hypolito, Francisco Barreto, Petrix Barbosa, Péricles da Silva, Athur Zanetti e Sergio Sasaki mostraram consistência nos seis aparelhos que compõem a ginástica masculina (solo, cavalo com alças, argolas, salto sobre o cavalo, barras paralelas e barra fixa) e somaram 346.100 pontos, deixando para trás o tradicional rival e medalhista de ouro em 2007, a equipe de Porto Rico, com 344.850, e os Estados Unidos, com 342.000.

Além do ouro, os brasileiros ainda se garantiram em oito finais individuais. Na disputa individual geral, Sergio Sasaki, primeiro colocado depois desta terça, e Petrix Barbosa brigarão por medalha nesta quarta-feira. Sérgio Sasaki ainda disputará as finais por aparelho no solo, cavalo com alças e barras paralelas; Diego Hypólito brigará pela medalha no solo e no salto sobre o cavalo; e Arthur Zanetti garantiu uma vaga na final das argolas.

Ginasta mais experiente da equipe, Diego contou com o auxílio luxuoso de Sasaki para comandar o Brasil na luta pelo ouro. O campeão mundial no solo fez a sua parte e garantiu a melhor nota do Brasil no aparelho, mas as boas exibições do estreante em todas as rotações foram fundamentais para garantir uma pontuação superior à de Porto Rico.

"Não sabia que era a milésima medalha, é um ouro histórico mesmo!", vibrou Diego. "Essa era a medalha que eu mais queria aqui. Ela tem um sabor muito especial, porque é resultado de um trabalho de equipe muito forte. Sempre fiz questão de dizer que não existe só o Diego na ginástica masculina e está provado agora. Temos vários atletas do mesmo nível e isso faz com que a gente cresça, porque ninguém está totalmente seguro na seleção. Ganhar de Porto Rico, Estados Unidos e Canadá não é uma coisa fácil, estou muito feliz com essa conquista".

O Brasil começou seu rodízio passando pelo cavalo com alças. A equipe contou com a boa apresentação de Sergio Sasaki, que valeu a segunda melhor nota do dia (14.600), para chegar ao total de 55.200 pontos. Nas argolas, quem brilhou foi Arthur Zanetti. Seguro, o ginasta brasileiro chamou a atenção pela precisão na execução de sua série e obteve nota 15.500, a mais alta de toda a competição, ajudando a equipe a somar 57.300 no aparelho.

Sérgio Sasaki voltou a ser o melhor da equipe brasileira no salto sobre o cavalo. Seu salto recebeu nota 16.050, superada apenas por outros três ginastas. Arthur Zanetti ficou com a segunda melhor pontuação da equipe (15.800) e o Brasil fechou a passagem pelo aparelho com a boa pontuação de 62.800. Nas barras paralelas, Sasaki e Petrix Barbosa receberam respectivamente 14.550 e 14.200 pontos, maiores notas do time brasileiro, que deixou o aparelho com 56.700. Na barra fixa, Francisco Barreto sofreu uma queda e o Brasil somou um total de 55.450 pontos.

A equipe partiu para o último aparelho, o solo, precisando de boas notas para superar Porto Rico. Os 15.600 obtidos por Diego Hypólito fizeram a diferença e o país chegou a 58.650 pontos, enquanto o último ginasta porto-riquenho ainda se apresentava na barra fixa em busca de preciosos pontos para impedir a derrota. A equipe brasileira segurou a comemoração e aguardou abraçada até que a pequena diferença de 1.250 pontos fosse confirmada no telão do ginásio.

"Essa equipe encaixou como uma luva. A gente queria muito esse ouro e a juventude na equipe foi fundamental. O Brasil precisa acreditar na gente a partir de agora. Os veteranos são muito importantes, mas o país não parou. Existe uma nova leva de bons ginastas como nós e temos que continuar nesse caminho, porque tem de haver mais Diegos. A gente está fazendo história", disse Sasaki.r


Crédito: Washington Alves / Inovafoto / COB

 

 

Dupla masculina em terceiro no boliche

 

A equipe masculina de boliche teve um bom desempenho em sua estreia no torneio de duplas dos Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011, nesta segunda-feira, dia 24, no Bolerama Tepatío. Depois de seis séries de dez rodadas, a dupla formada por Marcelo Suartz e Márcio Vieira está em terceiro lugar, com 2.456 pontos, a apenas 14 pinos da dupla venezuelana que está em segundo. O time americano lidera a competição, com 2.607 pontos. A final será disputada nesta terça, 25, com mais seis sessões de dez rodadas.

Individualmente, Marcelo Suartz teve o melhor desempenho de todos no primeiro dia de competição, com média de 219,8 pintos por série - na sua melhor sessão, chegou a fazer 245 pontos de 300 possíveis. Márcio Vieira ficou com média individual de 189,5 pontos. "Nosso objetivo na estreia era ficar ao alcance de uma medalha. Conseguimos. O Marcelo foi melhor do que eu imaginava. Já eu não fui tão bem hoje", afirmou Márcio, que evitou projeções de colocação para amanhã. "Eu penso apenas em fazer o strike. Se me preocupar com o desempenho dos outros, não jogo". Já Marcelo crê em um bom desempenho no segundo e último de dia de competições de dupla: "Estou bem confiante. Amanhã o óleo de pista favorece o Márcio, ao contrário do de hoje. Temos chance de melhorar".

Na categoria feminina, a dupla brasileira, formada por Stephanie Martins e Marizete Scheer, ficou em décimo lugar geral, com 2.133 pontos. Depois de se apresentar bem na primeira sessão e terminar em terceiro lugar, a dupla não repetiu o mesmo desempenho nas séries subsequentes. A competição é liderada pelas americanas, com 2.586 pontos, seguidas pelas colombianas (2.371) e canadenses (2.367). "Não joguei bem hoje", disse Marizete. "Tinha condições de fazer melhor. Mas tenho que me concentrar ainda mais e buscar meu jogo. Como ainda temos mais seis sessões, não estou desanimada. Sei que podemos alcançar


Crédito: Wander Roberto / Inovafoto / COB

 

No handebol, Brasil enfrenta a Argentina por ouro e Olimpíada

Rivalidade, briga em quadra na última decisão do Pan, medalha de ouro e classificação para a Olimpíada-2012.
handebol

Esses são os ingredientes para a final masculina do handebol, nesta segunda-feira, a partir das 23h, entre Brasil e Argentina.

"Sem dúvida alguma, é o jogo das nossas vidas. Vale vaga olímpica. E espero que eles só estejam na Olimpíada em 2016, quando a gente deixar", afirmou o armador Zeba, campeão pan-americano em 2007 sobre os argentinos.

A final do Pan do Rio acabou em uma briga generalizada em quadra. Quatro anos antes, o Brasil também havia vencido a Argentina em Santo Domingo-2003. Os atuais bicampeões, porém, não são favoritos ao tri no México.

A Argentina terminou o Mundial da Suécia, em janeiro, em 12º. Foi a melhor seleção não europeia no torneio. O Brasil foi o 21º colocado.

E os últimos confrontos favoreceram a Argentina.

Enquanto o Brasil manteve o mesmo grupo dos últimos Jogos, com oito atletas que ganharam ouro no Rio-2007, os argentinos têm uma nova geração em quadra.

Quem ficar com a prata em Guadalajara terá de buscar uma vaga para Londres-2012 em um pré-olímpico contra seleções europeias.

"Aí, é muito complicado para o nosso nível atual. Por isso, é um jogo de vida ou morte. Espero que não tenha mais briga", declarou Zeba.

"O handebol, por ser um esporte de contato, às vezes é injusto. Eu entro forte, você não gosta e daí... É Brasil e Argentina",


Fonte: Folha de SP

 

Brasil ganha prata no revezamento 4x200m feminino em Guadalajara

Nadadoras brasileiras não ameaçaram as campeães nas piscinas do México

Na última prova da natação desta terça-feira (18), o Brasil bateu na trave com as meninas do revezamento 4x200 m nado livre e ficou com a medalha de prata no Centro Aquático de Scotiabank após ser superado pela equipe dos EUA, que marcou o incrível tempo de 8min01s08.
natacao
Joanna Maranhão, Jéssica Cavalheiro, Manuella Lyrio e Tatiana Lemos (Pinheirense) levaram a prata com o tempo de 8mnin09s89
Apesar no início equilibrado nos primeiros metros, nossas atletas ficaram para trás e tiveram que suportar um pequena reação da delegação das donas da casa que, empurradas pela torcida, abocanharam a medalha de bronze.

Com o tempo de 8mnin09s89, nosso revezamento - formado por Joanna Maranhão, Jéssica Cavalheiro, Manuella Lyrio e Tatiana Lemos, que entraram na piscina nessa ordem - voltou a competir entre as melhores do mundo e conquistou a 30ª medalha brasileira no México.

Tatiana Lemos, responsável por fechar a prova, enalteceu o resultado conquistado, que serve de estímulo para uma boa apresentação em Londres 2012.

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Esse revezamento por muito tempo ficou sem conseguir fazer tempos bons. Agora, finalmente, conseguimos fazer um bom tempo, e acho que as perspectivas para Londres são boas.

Prova de destaque entre nossa delegação nas piscinas, o revezamento 4x200 m cravou sua melhor apresentação na Olimpíada de Atenas, em 2004, quando coquistou, pela primeira vez, uma final na competição, terminando na sétima colocação.

- Esse revezamento tem uma história muito bonita e acho que resgatamos um pouco dessa história hoje. Eu estava naquela final olímpica em 2004, e hoje conseguimos essa medalha.

 

Guido valoriza bronze: "foi bom ver duas bandeiras do Brasil no pódio"

 

Depois de liderar boa parte dos 100 m costas, Guilherme Guido não conseguiu manter o forte ritmo e acabou terminando a prova da noite desta segunda-feira na terceira colocação, com o tempo de 54s81. Apesar de deixar a ponta e terminar com o bronze, o nadador valorizou o resultado final combinado com o de Thiago Pereira, que conquistou o ouro na distância e consagrou dois atletas do país na prova.

"Foi bom ver duas bandeiras do Brasil no pódio e ouvir o hino nacional de novo. Foi por pouco que não rolou a dobradinha, que é o que a gente esperada. Mas, na verdade, está bom demais", discursou o nadador, que perdeu a medalha de prata na prova desta segunda-feira para o americano Eugene Godsoe.

Visivelmente satisfeito com o terceiro posto, Guido não procurou justificar a queda de ritmo na parte final da prova, que custou um lugar entre os dois primeiros. "Essa é a minha característica, passar na frente. Já a do Thiago é voltar mais forte. É sempre gostoso nadar com ele. O Thiago me puxa, passei na frente dele, mas no final ele veio com uma ondulação mais forte que eu", analisou o nadador brasileiro.

E a valorização de Guilherme Guido sobre a própria participação na prova reflete o ótimo momento da natação brasileira nos Jogos Pan-Americanos. Depois de três dias de competição nas piscinas de Guadalajara, o Brasil conquistou 12 medalhas (seis de ouro, quatro de prata e duas de bronze) e ocupa o segundo lugar no quadro da modalidade, apenas atrás dos Estados Unidos, que soma 20 (oito ouros, oito pratas e quatro bronzes).

Fonte: Terra

 

Felipe França comanda dobradinha nos 100m peito: 'Vou para a galera'

 

No Pan, um Felipe não basta. Na final dos 100m peito em Guadalajara, o Brasil colocou dois no pódio e dominou a prova nos Jogos Pan-Americanos de 2011. Felipe França bateu em primeiro e ficou com o ouro, com o tempo de 1m00s34. Logo atrás dele chegou o xará Felipe Lima, com 1m00s99. O bronze ficou com o americano Marcus James Titus.

 

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A estratégia era passar na frente e aguentar a volta. Acelerei até não poder mais e venci. Eu treino almejando o ouro, e graças a Deus conquistei. Agora vou para a galera – afirmou Felipe França, que a exemplo de Cesar Cielo, também saiu da piscina reclamando da boca seca por causa da altitude e levantando os braços para a torcida mexicana.

Felipe Lima saiu satisfeito com a prata.

- É um trabalho recompensado, depois de tanto esforço e tanta dedicação – afirmou o nadador.

FOnte: G1

Estreante no Pan, Felipe França passa em primeiro nos 100m peito

 

Depois de ter visto pela TV seus companheiros conquistarem medalhas no Pan do Rio-2007, Felipe França ganhou a chance de colocar algumas em sua galeria. Neste domingo, em Guadalajara, ele caiu na piscina para a disputa das eliminatórias dos 100m peito, prova que treina para conseguir um lugar no pódio nas Olimpíadas de Londres-2012. Sem muita dificuldade, venceu sua série e se classificou para a final.

- Eu administrei porque está muito frio de manhã. A altitude eu nem estou sentindo muito, é mais o cansaço por não ter competindo nenhuma vez depois do Finkel (agosto). Estou há dois meses sem competir e isso prejudica um pouco - disse França.

 

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Mesmo sem fazer um treinamento específico para a competição, França dominou a última série da prova e garantiu o primeiro tempo: 1m00s71. 

- Eu relamente não treinei para essa competição. Treinei mais a parte física, para emagrecer. Mas, se Deus quiser, vou conseguir baixar esse um minuto - afirmou o nadador brasileiro, que pretende melhorar sua marca para garantir com mais tranquilidade a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres.

Além de França, o Brasil terá mais um representante brigando por medalha na final dos 100m peito. Com a marca de 1m02s24, a quarta melhor das eliminatórias, Felipe Lima garantiu uma vaga na próxima fase.

- Foi uma eliminatória boa, nadei fácil, concentrando nos fundamentos, nos detalhes. Nadei mesmo para me classificar. À noite, tenho adversários fortes, mas eu também sou forte e vou brigar por essa medalha de ouro - disse Felipe Lima.

 

Três nadadoras brasileiras na final

Nos 200m livre, a jovem promessa de 20 anos Jessica Cavalheiro e a experiente atleta de 33 anos Tatiana Lemos passaram para a final com o sexto (2m04s79) e o oitavo (2m05s86) melhores tempos das eliminatórias, respectivamente. A americana Catherine Breed foi a mais veloz da primeira fase, com 2m00s81.

Nos 100m costas, Fabíola Molina garantiu vaga na final, com o quarto melhor tempo (1m02s81). Etiene Medeiros fez a décima marca (1m04s59) e ficou fora da disputa por medalha. A americana Anne Pelton liderou as eliminatórias, com 1m01s57.

- Achei mais ou menos. Não sai muito bem. Estou me sentindo um pouco insegura com o placar. Também estou mudando algumas coisas na minha golfinhada e achei que fosse sair um pouco melhor. Comecei a prova meio fora do meu padrão - disse Fabíola.

 

Natação brasileira vai com força máxima ao México

 

Segundo esporte que mais deu medalhas para o Brasil na história dos Jogos Pan-Americanos, a natação promete muitos pódios em Guadalajara. Na disputa que será realizada entre os dias 15 e 21, o país terá seus principais nadadores brigando por medalhas.

Thiago Pereira, que ganhou 6 ouros, uma prata e um bronze na Rio-2007, tem tudo para brilhar ainda mais. Principalmente porque o Pan não terá estrelas como o americano Michael Phelps. O time masculino ainda conta com o campeão e recordista mundial Cesar Cielo, o também campeão mundial Felipe França, Kaio Márcio e boas apostas como Bruno Fratus.

No feminino, as veteranas Flávia Delaroli, Fabíola Molina lideram uma equipe que conta com Joanna Maranhão, Gabriella Silva, Daynara de Paula, entre outras. As mulheres querem brilhar e apagar a imagem ruim que ficou com o doping de Rebeca Gusmão, que acabou perdendo suas medalhas conquistas na Rio-2007.

equipe

Nos Jogos do Rio, a Seleção Brasileira conquistou 10 ouros, 6 pratas e 8 bronzes. Na história, a natação soma 32 ouros, 39 pratas e 63 bronzes. São 134 medalhas, três a menos do que o atletismo. No caminho dos nadadores brazucas estão, principalmente, os atletas dos EUA, Canadá, Argentina, Venezuela e Colômbia.

De última hora, o Brasil acabou sendo obrigado a cortar dois atletas da natação da disputa do Pan por exigência do Comitê Organizador. O motivo foi o fato de o limite de nadadores inscritos ter excedido o número de 256 competidores, e por falta de espaço na vila pan-americana. Os escolhidos de forma estratégica, segundo a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) foram Rodrigo Castro e Ana Carolina Araújo Santos, ambos do revezamento 4x200m livre.

Fonte: LANCENET

 

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