16.7.07
[Maratona aquática] Poliana Okimoto conquista 1ª medalha do Brasil
A nadadora Poliana Okimoto conquistou a primeira medalha do Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro ao terminar a maratona aquática na segunda posição.Poliana permaneceu no pelotão da frente durante toda a prova disputada na Praia de Copacabana, junto da norte-americana Chloe Sutton, que ficou com a medalha de ouro, e da canadense Tanya Hunks, que ficou com o bronze.
Em um final eletrizante, Poliana passou à primeira posição nos últimos 200m, mas Sutton se recuperou e terminou a prova uma braçada na frente para ficar com o ouro.
Fonte: Terra
13.7.07
Cielo disputa o Pan-Americano como favorito nas provas mais curtas de natação

Dois anos antes de Gustavo Borges se despedir das piscinas, na Olimpíada de Atenas, em 2004, um adolescente de 16 anos, alto e longilíneo chegava ao Pinheiros disposto a treinar ao seu lado. Não só treinou como recebeu alguns conselhos e bateu os recordes do ídolo. Tomou o caminho dos Estados Unidos, coleciona recordes e foi eleito, nesta temporada, o melhor nadador do NCAA, o forte campeonato universitário americano.
É por essas e outras que Gustavo não tem dúvida: César Cielo é o herdeiro dele e Fernando Scherer, o Xuxa, nas provas de velocidade. “Ele me deu muito trabalho no término da carreira. Está tendo resultados impressionantes. Bateu vários recordes e tem o melhor tempo em jardas do mundo. César vai ser o grande nome do Pan do Rio”, disse Gustavo.
A admiração e o respeito são mútuos. César guarda como relíquia a bermuda com que o medalhista olímpico nadou nos Jogos de Sydney, em 2000. Ele a usou uma vez e decidiu colocá-la numa moldura, em casa. “Ele me deu o pé-de-pato também. Pediu que usasse a bermuda, que daria sorte. Usei e guardei. Cheguei como campeão de categoria ao Pinheiros e evoluí muito treinando com ele, que ganhou o NCCA quatro anos seguidos. Ele até mudava meu treino e deixava ó técnico bravo”.
A evolução foi rápida mesmo. Em seu primeiro Mundial em piscina longa, este ano, ficou em quarto lugar nos 100m livre, e oito centésimos o separaram do ouro.
O pai e xará garante que o filho virá para o Pan disposto a nadar os 100m livre abaixo dos 48s. A barreira já foi vencida pelo holandês Pieter van den Hoogenband, recordista mundial com 47s84: “Não sei se vou fazer os 47s, mas estou indo para baixar meu tempo (48s51)”.
Na semana passada, César foi convidado para um meeting na Itália com alguns dos melhores velocistas do planeta. Venceu os 50m livre. Chegar à frente de grandes nomes como o bicampeão olímpico dos 50m livre, o americano Gary Hall, virou rotina. “Ganhei dele num Grand Prix e ele veio me falar que no Pan vamos ver como vai ficar a história”, ri.
Flávia deu ‘empurrão’ para o filho brilhar
Foi durante uma palestra, que a mãe de César Cielo mudou o rumo da carreira do filho. Sabendo que Alberto Silva, técnico de Gustavo Borges, também estava lá, Flávia resolveu falar com ele.
O episódio ainda é lembrado com muito sorriso pelo treinador. “Pensei que fosse papo de mãe, de quem queria ver o filho treinando com o Gustavo. Soube que César havia sido campeão brasileiro de categoria uma vez. Aí, disse a ela que levasse ele lá no Pinheiros no fim do ano para a gente ver”, riu.
Poucos meses depois, César foi convocado para uma etapa da Copa do Mundo no Brasil. Deixou o treinador impressionado. “Ele terminou a prova e Albertinho veio nos procurar marcando um encontro e dizendo que queria pagar para ir para a equipe do Pinheiros”, diverte-se o pai e pediatra, César.
O menino de Santa Bárbara d’Oeste passou por situação semelhante antes de encantar o técnico da Universidade de Auburn. No Mundial de piscina curta em Indianápolis-2004, a mãe quis conhecer um técnico que fosse bom em velocidade. “Ele viu o Cesão nadar e disse que daria 100% de bolsa”.
RESPEITO FOI CONQUISTADO A CADA VITÓRIA
Quando chegou aos EUA, César Cielo era apenas um nadador vindo do Brasil, que o técnico da Universidade de Auburn dizia ser bom. Os companheiros de equipe não faziam fé nele. Ficou treinando primeiro num clube. Mas na primeira oportunidade que teve, numa seletiva aberta, o velocista tratou logo de mostrar seu cartão de visita.
“Para eles, Cesão era só um brasileiro caipira e magrinho. Então, ele deu pau no Ricardo Busquets, que era o cara da Universidade. Ficou um silêncio na arquibancada, que o César pensou que iria se afundar ali”, lembra o seu pai.
No dia seguinte, nenhuma palavra. Precisou de mais um para que os companheiros falassem com ele. “Ficavam bravos. Achavam que o técnico puxava meu saco e jogavam meu material, essas coisas. Comecei a bater recordes, a ganhar, e tudo mudou”, disse o nadador, que estuda Criminologia e Espanhol.
Hoje, ninguém contesta se César tem direito a três armários no campus: “Meu antigo treinador está trabalhando com a seleção americana e nesse período foi proibido de falar comigo, porque nesse momento somos rivais. É legal ser respeitado nos EUA”.
4.7.07
Técnico aposta em recordes de medalhas no Rio
São Paulo (SP) - O técnico Alberto Pinto da Silva está confiante para a participação da natação brasileira nos Jogos Pan-americanos do Rio. Assim como o medalhista olímpico Gustavo Borges, Albertinho acredita que os nadadores nacionais baterão os recordes históricos de conquista de medalha pela modalidade na capital fluminense."São possíveis mais de 30 medalhas no total, sendo entre seis e dez ouros", calcula. Até hoje, os melhores desempenhos brasileiros haviam sido registrados nos Jogos de Santo Domingos-2003, quando a equipe voltou com 21 medalhas no total, e em Winnipeg-99 com sete ouros.
As principais apostas são Thiago Pereira, César Cielo e os revezamentos afirmou nesta terça-feira, durante apresentação dos atletas do Clube Pinheiros classificados para a competição pan-americana. O clube paulista terá 68 representantes - entre atletas, técnicos e integrantes de comissões técnicas - no evento que começa dia 13.
Classificado para cinco provas individuais e na formação provável do revezamento, Thiago é esperança de pódio em todas na opinião de Albertinho. "Ele está muito bem preparado, com muita confiança, mas tudo depende do momento", avalia, apostando alto em suas performances nos 200m e 400 medley.
Os resultados recentes reforçam este otimismo. Thiago foi campeão nos 200m medley das etapas de Canet e Barcelona do Circuito Mare Nostrum, que reuniu os principais nomes da natação mundial nesta temporada.
Classificado para os 50m e 100m livre, Cielo chegou às finais das duas provas no Mundial de Esportes Aquáticos em março deste ano, em Melbourne. Foi sexto na primeira prova e quarto na segunda.
"César está na mesma situação (de Thiago). Está muito confiante e bem posicionado. O importante será chegar no momento da disputa e estar bem". Para reforçara a importância da condição psicológica do atleta na competição, Albertinho lembra a experiência de Gustavo Borges nos Jogos Olímpicos de Barcelona-92. Aposta de pódio nos 200m livre, o brasileiro nadou a prova, foi mal e ficou fora da final. Na prova seguinte, 100m livre, deu a volta por cima e conquistou a medalha de prata. "Ele teve de sair lá debaixo, mas conseguiu".
Nos revezamentos masculinos, que já renderam medalhas olímpicas ao país, Albertinho acredita na redenção com o retorno do país ao grupo dos oito melhores do mundo. "E entre os cinco melhores já no Pan", avisa.
Nas versões femininas das provas, a esperança é de resultado histórico com a conquista da primeira medalha de ouro pan-americana. "O feminino vai ganhar também", aposta. "O mais forte é o 4x100m livre (composto atualmente por Flávia Delaroli, Rebeca Gusmão, Monique Ferreira e Tatiana Barbosa).
Individualmente, o treinador acredita em ouro com Flávia nos 50m. Para ele, a recordista brasileira e sul-americana da prova tem tudo para voltar ao topo. "Está no momento de voltar a ser a Flávia", diz. "Mas se não for ela pode ser com a Rebeca ou o revezamento".
As provas de natação serão disputadas entre os dias 16 e 22 e a equipe pan-americana chega ao Rio dia 7. As exceções são Polyana Okimoto, que também disputará a maratona aquática dia 14, Cielo e Nicolas Oliveira, que desembarcam apenas dia 9.
Fonte: Gazeta Esportiva
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