Associados apaixonados relatam passagens inesquecíveis no Clube

O Pinheiros recebe, diariamente, cerca de 8 mil associados. Circulando pelas alamedas,  ginásios, lanchonetes e parquinho, eles escrevem a história do Clube e vivem momentos que guardam com carinho na memória. Para celebrar os 115 anos do Clube, a Revista Pinheiros foi atrás desses “momentos inesquecíveis” e ouviu alguns associados. A galeria dos grandes acontecimentos é diversa e emocionante. Confira. E, se você, depois de ler os relatos, quiser compartilhar a sua história e sua foto no site do Clube, mande um e-mail para: revistapinheiros@ecp.org.br.

Grito de Araras

"Quando eu era adolescente, joguei Basquete pelo Pinheiros e passei momentos deliciosos da minha vida. Lembro-me de detalhes até hoje, como o cheiro do velho Ginásio, onde treinávamos, ao som da gritaria da molecada, dos gritos das Araras que se confundiam com o apito do treinador, do frio que fazia no inverno e da alegria das vitórias. Passados muitos anos, vivi um momento emocionante e inesquecível no Clube, Em 1984, meu filho Rodrigo, com então 13 anos e defendendo a camisa do Pinheiros na equipe de Basquete infantil, participou de um dos jogos, no mês de inauguração do novo Ginásio Poliesportivo, que foi um anseio de todos nós, pinheirenses de coração, durante muitos anos, e é, até hoje, umas das estruturas esportivas mais completas da América Latina. Um orgulho para todos nós"

odilon

Gata Equilibrista

"Quando eu era pequena, treinava Ginástica Olímpica no Clube, todos os dias de manhã e de noite, e então me achava uma gata equilibrista. Nada podia me derrubar. Foi durante um jogo de Futebol noturno, em que meu pai se vangloriava por ter feito exímias defesas no gol, que me lembro de ter ido com o meu primo Fefê explorar os mistérios do parquinho à noite... O desafio mais estimulante era descer o foguete de todas as formas possíveis: de cabeça, de pé, de costas ... E foi numa dessas investidas que caí lá de cima. Nunca me esqueço. Parei de respirar na hora, e meu primo, como se fosse um experiente fisioterapeuta, veio demonstrar as técnicas aprendidas nos jogos do São Paulo, para reanimar os jogadores. Naquele momento ele se tornou meu herói. Tinha o conhecimento certo, na hora certa e me colocou de volta à ativa. Fomos voltando calmamente para o campo para encontrar o meu pai e quando chegamos lá ele também havia se acidentado na mesma hora. Numa de suas defesas de mão trocada, acabou fraturando um dedo. Nada grave, mas o suficiente para fazer com que o time inteiro prestasse toda assistência e carinho necessários de que estávamos precisando. Lembro-me de sair do Clube de mãos dadas com meu pai, em direção ao Pronto-Socorro, feliz, com a sensação de que essa era uma das consequências da nossa vida radical (risos). Menos de uma semana  depois, o foguete recebeu proteções laterais, para evitar futuras quedas, afinal não eram todos que teriam um especialista em resgate a postos, ao seu lado. "