Esporte Clube Pinheiros

Centro Pró-Memória Hans Nobiling

Nascido em Hamburgo, em 10 de setembro de 1877, o alemão veio para o Brasil “trazendo” o Futebol e ideias de fundar o que é hoje o maior clube poliesportivo da América Latina.

Esporte de elite em fins do século XIX, o Futebol era praticado em São Paulo, até 1898, apenas pelos ingleses do São Paulo Athletic Club, liderados por Charles Miller e pelos alunos do Mackenzie College. Hans Nobiling, que havia chegado de Hamburgo em 1897, trouxe em sua bagagem uma bola e os estatutos do clube hamburguês de
futebol. O alemão montaria também seu próprio time: o Nobiling Team.

Quando estavam prontos para disputar quem era melhor em dribles, chutes e gols, desafiaram o São Paulo Athletic para um jogo. Os ingleses não deram crédito ao novo time e o deixou sem resposta. Então, o Nobiling Team fez o mesmo convite ao Mackenzie que, imediatamente, aceitou o desafio. E esse foi o primeiro jogo disputado entre diferentes times no Brasil, em 5 de março de 1899 – terminou em zero a zero.

Em setembro de 1899, Hans Nobiling fundava no Brasil um clube para jogar seu Futebol. Hoje, passados anos e anos de bola rolando em campos e agitando arquibancadas, a seleção brasileira é pentacampeã mundial. Uma seleção, entretanto, só é possível em razão de centenas de clubes e um calendário intenso de
campeonatos. Esse era o sonho de Hans Nobiling, o primeiro militante do Futebol no Brasil.

Em um mergulho nas memórias dos clubes da cidade, a nova exposição realizada nos muros do Pinheiros na Avenida Brigadeiro Faria Lima vai relembrar as primeiras piscinas de São Paulo e como elas contribuíram para o desenvolvimento dos esportes aquáticos.

Pela primeira vez, os painéis vão trazer não só fotos do acervo pinheirense, mas também de clubes que participam da Rede Memória do Esporte, que reúne instituições que dedicam-se à memória esportiva. A exposição conta com imagens das piscinas de vários clubes paulistanos, de diferentes dimensões, oficiais ou não.

A primeira piscina do País, adequada para competição, foi inaugurada em 1919, no Fluminense Football Club, na cidade do Rio de Janeiro, na época capital do Brasil. Em São Paulo, as primeiras piscinas surgem somente nas décadas de 20 e 30. Até então Natação e Saltos Ornamentais eram praticados principalmente nos rios Tietê e Pinheiros.

O S. C. Germania só deixa de praticar esportes no Rio Pinheiros, em 1933, com a inauguração de sua primeira piscina. Foi quando os esportes aquáticos ganharam impulso, refletindo diretamente no resultado das competições. Atletas das modalidades aquáticas do Clube passaram a se destacar nas travessias de São Paulo a nado, nos campeonatos brasileiros e sul-americanos e nas Olimpíadas. O desenvolvimento da Natação teve influência direta no início do Polo Aquático no Clube, em 1949, com equipe formada por nadadores.

Da Natação vieram também mais da metade das medalhas olímpicas trazidas por pinheirenses, a começar pelo bronze conquistado pelo nadador Manoel dos Santos, em 1960. Outra prova dessa vocação aquática do Clube é o número total de 76 atletas beneméritos praticantes de modalidades aquáticas.

Visite a exposição e mergulhe nessa história!

Informamos que o Centro Pró-Memória permanecerá fechado para reforma até dia 30 de agosto.

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, lembramos aqui alguns nomes que fizeram diferença na história do Clube, seja por sua participação na área esportiva, administrativa, cultural ou social.

ZILDA ULBRICH

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Foi a única pinheirense que conquistou o título de benemérita atleta em duas modalidades: Basquete e Vôlei, sendo capitã nas quadras em ambos os esportes.

LOTTE VON SCHUTZ

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Na década de 1930, Lotte Von Schutz foi um dos primeiros destaques femininos do Atletismo do Sport Club Germania e, junto da nadadora Maria Lenk, formou-se no 1º Curso de Educação Física de São Paulo. Lotte chegou a receber cartas anônimas ofensivas a moças que praticavam esporte.

GEÓRGIA GOMIDE

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Esse é o nome artístico da associada Elfriede Whitecy, eleita, em 1954, como a Mais Bela Esportista de São Paulo. Iniciou sua carreira de atriz no Teatro Amador do Pinheiros e se consagrou como artista de cinema, teatro e grandes emissoras de televisão.

ELIZABETH CLARA MUELLER

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Benemérita do Atletismo, fez parte da equipe que foi aos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948. Além disso, disputou a 1ª edição dos Jogos Pan-Americanos, em Buenos Aires, em 1951, trazendo o bronze no salto em altura, com a marca de 1,45 m. Aos 14 anos, em 1940, Clara participou do 1º torneio feminino do Campeonato Brasileiro de Atletismo.

MARIA ELISA MENDES VITA

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Em 1981, fundou o Departamento de Assistência Social do Clube e se tornou sua primeira presidente. O DAS segue desenvolvendo atividades voltadas à responsabilidade social e de inclusão junto aos funcionários do Pinheiros.

LUCY DE ARAÚJO LIMA DELDUQUE (TIA LUCY)

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Fundadora do Jardim de Infância do ECP, em 1945, e Diretora Honorária.

ELEONORA SCHMITT

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Benemérita de Saltos Ornamentais, participou da Olimpíada de Londres 1948, pela Natação, classificando-se em 6º lugar no revezamento 4x100 m, com quebra de recorde Sul-Americano da prova.

SYLVIA NIESZNER VILLARI

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Foi um dos primeiros destaques do Tênis pinheirense, conquistando o Campeonato Paulista na categoria juvenil, em 1943, e o bronze em duplas no Pan-Americano de 1951, em São Paulo.

 

INGRID METZNER DRECHSLER

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Tenista benemérita aos 17 anos, foi uma das atletas mais jovens a receber o título. Foi bronze em duplas e individual no Pan- Americano de 1955, no México. Primeira tenista brasileira a jogar em Wimbledon, em 1956.

JOANA FREIRE

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Campeã Sul-Americana e Pan- Americana de Vôlei. Na conquista do ouro no Pan-Americano de 1963, era a única atleta casada da seleção e mãe de um menino de quatro anos. Só conseguiu participar porque o campeonato foi realizado em São Paulo e ela podia voltar para casa todos os dias, enquanto as demais permaneciam em concentração na Cidade Universitária.

RITA HASSELBACH ASSAD

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Nadadora benemérita, recordista Sul-Americana do revezamento 4 x 100, quatro estilos. Vice-campeã Sul-Americana dos 100 m borboleta, em 1960. Em 1961, foi recordista brasileira de 100 m peito, com o tempo de 1’23”6. Iniciou as Escolinhas de Natação do Pinheiros, em 1967, onde atualmente é supervisora técnica especial.

VERA TREZOITKO

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Benemérita do Atletismo, campeã Sul-Americana em 1953. Recordista Sul-Americana de arremesso de peso de 1953 a 1961 (13,42 m), recordista brasileira do peso, disco e dardo e campeã Ibero- Americana. Segundo lugar no arremesso do peso nos Jogos Pan-Americanos de 1951. No Vôlei, integrou a equipe campeã no primeiro Sul-Americano de Atletismo, em 1951 e, também, em 1956. Participou da equipe medalha de ouro no

Pan-Americano de 1963. Nessa época, formou o ataque considerado o mais possante do Brasil, ao lado de Joana Freire.

 

PIONEIRAS NA POLÍTICA PINHEIRENSE

No Conselho Deliberativo, a estreia das mulheres foi em 1966, com a eleição de Helena Cremaschi Fonseca e Maria Helena Rego F. Uchoa Fagundes como suplentes e, em 1982, com Maria José Villaça e Carolina Costa da Silveira eleitas, pela categoria B, para mandatos de seis anos cada uma.

A sala de exposições temporárias do Centro Pró-Memória recebe a exposição Pinheiros em Cena, que conta a trajetória do Grupo de Teatro Amador do Pinheiros. Fotos, áudios com depoimentos dos atores e diretores, premiações, entre outros, ficarão expostos para visitação dos associados.

As atividades do Teatro Amador foram iniciadas em 1952, com o apoio do então Diretor Social, Renato Opice. As primeiras peças foram apresentadas nos teatros João Caetano e Leopoldo Froes e, mais tarde, na Sede Social e no palco do Salão de Festas, pois o Auditório do CCR só foi inaugurado em 1979.

No início, o grupo contou com a participação de nomes que se tornaram consagrados, entre eles Georgia Gomide e Tarcísio Meira, que começaram a encenar sob a direção de Evaristo Ribeiro. A primeira peça encenada por eles, em 1958 , foi a “A Hora Marcada”, de Isaac Gondin Filho, que obteve o prêmio de Revelação Ator-Atriz de teatro amador para Georgia Gomide. Entre os anos de 1961 e 1970, o teatro esteve inativo, voltando, em 1971, com as atividades da “Hora de Arte”, com forte empenho do diretor-adjunto e coordenador Francisco Pignatari.

Em 1974, passou a ser uma atividade independente dentro da diretoria Cultural e, em 1977, foi criado o Grupo de Teatro Juvenil do Pinheiros, estreando com a peça “A Bruxinha que Era Boa”, de Maria Clara Machado, com direção de Jacques Laôa Gomes. Durante esses anos, a diversidade de peças encenadas vem confirmando e aumentando o destaque do “Grupo Teatral Pinheiros” na programação do Clube.

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A exposição vai até 16 de abril, domingo, no Centro Pró-Memória Hans Nobiling.

Terça a sexta, 9 às 18h / sábado, 9 às 17h / domingo, 10 às 14h / feriados, fechado.

 

 

Quando as temperaturas sobem, a água torna-se uma grande companheira e garante momentos de lazer e diversão. O acervo do Centro Pró-Memória tem diversos registros dessa interação dos associados com as águas, não apenas na prática dos esportes aquáticos como em momentos de recreação, desde os primeiros tempos do Clube.

Mesmo antes da instalação das piscinas no terreno atual, os pinheirenses já nadavam e remavam no rio Tietê utilizando um barracão de apoio às margens. Em 1920, com a compra do terreno às margens do rio Pinheiros, a primeira obra executada foi a construção de um abrigo para os barcos a remo, a famosa casa de barcos, e os cochos de natação, uma opção segura para brincar e nadar no rio sem enfrentar a correnteza.

Os cochos eram cercados de madeira instalados sobre tonéis que permitiam à estrutura acompanhar as subidas e descidas do nível da água sem danos para as instalações e com proteção aos banhistas.

A Natação nos cochos só foi abandonada em 1933, após a inauguração da Piscina Olímpica externa com seus dois grandes tobogãs removidos anos mais tarde. Na área dessa piscina treinavam-se os esportes aquáticos competitivos e famílias e amigos encontravam-se e passavam horas de lazer. Havia também uma pequena Piscina Infantil de cimento com uma ilha e escorregadores ao lado da Olímpica.

No decorrer da história do Clube as piscinas foram reformadas, outras foram inauguradas, reformas aconteceram e a água ganhou aquecimento, o que tem permitido que essa paixão pela água não diminua nem nos dias mais frios do ano.

Fotos: Acervo do Centro Pró-Memória Hans Nobiling

Crianças divertindo-se à beira da piscina em 1969

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Brincadeiras nos cochos na década de 20

Brincadeiras nos cochos na década de 20

Lazer à beira da piscina na década de 50

Lazer à beira da piscina na década de 50

Tobogã da piscina externa na década de 30

Tobogã da piscina externa na década de 30

O Centro Pró-Memória Hans Nobiling promove o concurso de Mobgrafia com o tema A Criança em Todos Nós que contempla a premiação das 3 melhores fotos registradas com aparelhos móveis.

A Mobgraphia é um movimento que estimula a arte fotográfica captada, editada e compartilhada em plataformas móveis. Não importa o aparelho utilizado, tudo é arte e movimento.

Abaixo estão o Regulamento, o link para a ficha de inscrição  e o termo de autorização de imagem, caso sejam fotografadas crianças.

Após o envio da ficha de inscrição, o concorrente receberá uma mensagem com o endereço de e-mail para onde deverá ser enviada a foto. Participe.

Regulamento

Termo de autorização de uso de imagem menor

 Inscreva-se aqui

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Até o fim deste mês, é possível visitar a exposição “25 anos do Centro Pró-Memória Hans Nobiling”. A apresentação faz uma retrospectiva das atividades de pesquisa e preservação do acervo, desenvolvidas durante esse tempo, para a difusão da história do ECP e sua relação com o entorno, com a colônia alemã e com o esporte nacional.

A ideia de criar um lugar exclusivo para celebrar a trajetória do Clube nasceu em 1970, com a criação do Museu Hans Nobiling, instalado na antiga Casa de Barcos, sob a orientação de Alceu Maynard de Araújo e Mário Graco Ribas.

Por 12 anos, o acervo esteve encaixotado e longe do olhar dos pinheirenses, devido à demolição do prédio. Com o início das comemorações do centenário do Clube, foi criada, em 1989, a Comissão Pró-Memória, presidida por Francisco Lotufo Filho.

Já nos seus primeiros trabalhos, foi traçada a missão do Museu: unir o passado e o presente. Um de seus primeiros projetos foi a realização de entrevistas com associados, esportistas e administradores do Clube.

Em 23 de março de 1991, durante a Gestão do Presidente Antônio de Alcântara Machado Rudge, foi inaugurado o Centro Pró-Memória Hans Nobiling, ocupando apenas metade da área atual, no 1º andar do Centro Esportivo.

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PARA APRECIAR

O que torna o Museu um espaço inovador é a aplicação do conceito de interatividade. A coleção, que reúne obras que vão desde a prataria à escultura, passando por documentos históricos, troféus, peças de vestuário, fotografias e até um barco que era usado no rio Pinheiros, é formada com coletas e com doações dos próprios associados

Em pouco mais de duas décadas de vida, o Pró-Memória já conta com mais de 22 mil itens catalogados. A sala de exposição permanente apresenta a parte mais significativa do acervo e uma área de reserva técnica climatizada preserva os itens mais frágeis.

As exposições mostram não só o acervo, mas todo o trabalho: uma vitrine dinâmica e multifacetada, que muda de espaço e de assunto ao longo do tempo. Na forma itinerante, viajando pelas dependências do Clube e até para fora, leva ao público entretenimento e cultura, reforçando o exercício da memória e da cidadania. Os temas das exposições são os mais variados: o pioneirismo no esporte, os pássaros, as atividades durante a guerra, o Rio Pinheiros, o desenvolvimento físico e patrimonial, além de outros, enfocando a transformação nos hábitos e costumes. Já são quase uma centena de exibições realizadas e mais de 22.900 itens registrados no acervo.

A atividade trouxe reconhecimento e prêmios, confirmando o papel de referência em Centro de Memória e documentação esportiva no Brasil. Em 2013, o CPM recebeu o Prêmio Memória do Esporte Olímpico, oferecido pelo Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura, pelo seu trabalho de preservação da memória do esporte nacional. A exposição nos muros da Faria Lima, resultado desse Prêmio, passou a ser local permanente de exibição de assuntos variados, tornando-se um presente do Clube para a cidade de São Paulo.

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HISTÓRIA PRESERVADA

A conservação do acervo é atividade constante. A fotografia é feita em material sensível e, para que as imagens impressas não desapareçam com o tempo, são necessários muitos cuidados. Os troféus e as demais peças são também muito bem cuidados, armazenados, examinados periodicamente e, quando necessário, são restaurados por profissionais habilitados.

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MUSEU EM NÙMEROS

Museu Oral: 489 depoimentos gravados | Publicações: 3.023 | Peças: 4.059

Fotografias: 11.543 conjuntos de fotografias

Documentos: 1.526 | Pesquisas atendidas: 2.032

 

ERA DIGITAL

O Centro Pró-Memória foi um dos primeiros museus privados brasileiros a desenvolver um banco de dados para catalogação de seu acervo, em 1997, aliando tecnologia e preservação. O acervo está disponível para consulta no site do Clube. Nos bastidores, vigora uma atividade constante de pesquisa, organização e conservação do acervo, análise de documentos internos e externos e cadastro de informações em banco de dados que dão suporte às atividades.

 Inauguração do “Centro de Memória Hans Nobiling” em março de 1991|fotos: Acervo Centro Pró-memória hans Nobiling

No dia 23 de março, o Centro Pró-memória hans Nobiling completa 25 anos de fundação. Para celebrar esta data, será inaugurada, no fim do mês, uma exposição, no próprio Centro Prómemória, relembrando os fatos mais marcantes desta história de investigação, preservação e difusão da trajetória do Clube e sua relação com a cidade, a colônia alemã e o esporte nacional.

DATAS MARCANTES
1991 - Inauguração do Centro Prómemória hans Nobiling

1997 - Implantação do banco de dados informatizado

2003 - Implantação do sistema de controle climático do arquivo

2011 - realização do 1º seminário Internacional memória e Esporte

2012 - Conquista do prêmio “Caso de sucesso”, promovido pela Confederação Brasileira de Clubes 2

2013 - Conquista do Prêmio memória do Esporte Olímpico, patrocinado pelo IBRAM

exposicaoAtual (1)Exposição permanente do Centro PróMemória inaugurada em 2014

 

O Centro Pró-Memória Hans Nobiling organizou a exposição Esgrima Paulista que comemora os 90 anos da Federação Paulista de Esgrima. Nela o visitante poderá acompanhar a trajetória da esgrima em São Paulo por meio de fotos, objetos, uma instalação de vídeo mapping que apresenta as modalidades, além da escultura de Victor Brecheret “Esgrimista” -  Troféu Felipe D’Oliveira, disputada por muitos anos no Campeonato Brasileiro.
A Federação foi fundada em 1925 e no mesmo ano já promovia seu primeiro Campeonato.

O Sport Club Germania atual Pinheiros, inaugurou sua seção de esgrima em 1928, mas em decorrência da guerra paralisou suas atividades, até que em 1955 estas foram retomadas. Para esse reinicio foi contratado Angelo Pio Buonafina como professor. Um dos primeiros a participar ativamente da seção foi Humberto Calabrez.

Hoje a esgrima do Pinheiros é forte e possui várias participações em Jogos Olímpicos e medalhas Pan-americanas, sul-americanas e mundiais.

Para saber mais visite a exposição que ocorre no Centro Pró-Memória, 1º andar do Centro Esportivo.

Data: de 11 de dezembro de 2015 a 10 de maio de 2016
Visitação
Terça a sábado, das 09h às 17h
Domingos, das 10h às 14h

O Pró-Memória em parceria com o grupo de teatro do Clube fará visitas monitoradas pela exposição, onde serão contadas história curiosas e as vezes assustadoras.

Em um ambiente escuro os visitantes farão a visita com lanternas que serão distribuídas como brindes. O evento ocorrerá  às 18h, 19h  e 20h, com duração de cerca de 20 minutos cada visita*.

Local de saída: escadaria externa do Centro-Pró-Memória à esquerda da entrada do Centro Esportivo.

*limite de 30 visitantes por horário.

Brasil nos Esportes de Inverno

Há um grande desconhecimento sobre a prática de esportes de neve por brasileiros. Poucos sabem que o Esporte Clube Pinheiros é afiliado da Confederação Brasileira de Desportos na Neve. Atletas brasileiros tem participado de competições internacionais e dos Jogos Olímpicos de inverno.

A primeira participação em Campeonatos Mundiais ocorreu em 1966 em Portillo no Chile, com a delegação chefiada por Domingos Giobbi, associado do Pinheiros e ex-atleta do salto em extensão, cuja a história se confunde com a história tanto do alpinismo como do esqui no Brasil.

Em 1992 aconteceu a primeira participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Albertville, na França, onde Marcelo Apovian, também associado, participou. Marcelo também competiu em 1998 nos Jogos de Inverno de Nagano, no Japão.

O Brasil participou de 7 Jogos Olímpicos de Inverno e um Paralímpico, em 2014.

Entre os associados do Pinheiros que praticam os esportes de neve estão além de Marcelo Apovian no Ski Alpino, a família  Arnhold,com Mirella, que  participou dos Jogos Olimpicos de 2002 e 2006, Luci, Campeã Mundial Masters Ski Alpino e Stefano, Presidente da CBDN, atleta Masters que participou de 6 Jogos Olimpicos/Paralimpicos como Chefe de Equipe/Chef de Mission,
Leandro Ribela, que participou dos Jogos Olímpicos de 2010 e 2014 e Joselane Santos que participou dos Jogos Olímpicos de 2014 no Ski Aerials.

De 7 de agosto à 8 de novembro o Centro Pró-Memória Hans Nobiling estará apresentando em sua vitrine da Sede Social e na sala de exposições temporárias (1º andar do Centro Desportivo) uma exposição contando toda essa história através de vídeos, fotos e materiais de competição.


Exposição - Brasil e os Esportes de Neve

Data: De 07 de agosto a 08 de novembro

Local: 1º andar do Centro Poliesportivo - Centro Pró-Memória Hans Nobiling

Horários: terça a sábado das 9 às 17h e domingos das 10 às 14h

Um episódio curioso liga a história do Clube a uma inusitada expedição à região do Araguaia, em 1938, com o pinheirense José de Barros, conhecido como Dr. Barros, que foi uma figura marcante pela ousadia e pela diversidade de atividades que desenvolveu em sua vida.

Barros engajou-se como botânico na Segunda Bandeira Piratininga, que partiu em 1938, com destino à Serra do Roncador, Goiás, fazendo contato com os índios Carajá e Xavante. A Segunda Bandeira Piratininga foi organizada e chefiada por Willy Aurelli, repórter da Folha da Noite e Folha da Manhã, e teve desde o início o sentido jornalístico de buscar contato com os aborígenes, abrir novas rotas, estudar a fauna e a flora e vencer a Serra do Roncador.

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Além do apoio dos jornais para os quais trabalhava, Willy dedicou-se a reunir voluntários, auxílios e interessar os governos estadual e federal.

O roteiro traçado partiu da Estação da Luz, passou pela cidade goiana de Anápolis, desceu o rio Araguaia, subiu o rio das Mortes e seguiu pelo cerrado até a Serra do Roncador. Tudo foi acompanhado pelo público, quase diariamente, por meio dos telegramas enviados do sertão à Rádio Patrulha de São Paulo.

Os aventureiros retornaram pela mesma rota e foram recebidos com festa, entrevistas e projeções do filme gravado no sertão. Participaram de toda essa efusiva recepção os três carajás que vieram com o grupo e que nos próximos dias teriam uma extensa agenda de compromissos pela cidade. Afinal, todos queriam ver de perto os visitantes provenientes de um universo tão inóspito quanto instigante, de curiosidade geral.

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A concorrida recepção aos indígenas na cidade rendeu muito material para a imprensa da época. Exceto Uatau, que estava um pouco indisposto, Arutana e Teaoro foram ao Germania onde se deliciaram com mergulhos prolongados na piscina local, merecendo aplausos do grande número de associados presentes no momento. Muito festejados e cercados por muita solicitude pelos diretores do Clube, os carajás foram convidados, depois do exercício de natação, para um almoço.

A programação incluiu ainda a partida de futebol Palestra X Corinthians, cinema, visita a grupos escolares e exercícios de incêndio, a convite do Corpo de Bombeiros. Os índios retornaram para casa carregados de presentes, principalmente ferramentas e roupas.

Dr. José de Barros

Muito ativo, foi advodado e ex-tesoureiro geral da Secretaria da Agricultura do E. S. Paulo. No clube foi conselheiro, integrou diversas Comissões Administrativas, inclusive do Centro Pró-Memória, do qual foi fundador, atuou na "Hora de Arte" e foi diretor de Esportes.

Na área esportiva foi campeão brasileiro de judô, praticou atletismo, saltos ornamentais, luta livre e paraquedismo.

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O Batalhão de esportistas e o Germania

No dia 9 de julho de 1932, São Paulo dava início à Revolução Constitucionalista, o maior confronto militar do País no século XX. Um dos principais episódios da história do Estado, o 9 de julho, tornou-se feriado em 1997.

Cerca de 135 mil homens, sendo 35 mil paulistas, estiveram envolvidos no conflito. Soldados, recrutas, estudantes e funcionários públicos tomaram parte, direta ou indiretamente. As mulheres paulistas costuraram bandeiras e uniformes, cozinharam, além de executar atividades de apoio às tropas. O Sport Club Germania, entre outras ações, doou 100 cachecóis para os revolucionários.

A sociedade paulista se envolveu no conflito e o mais famoso jogador de Futebol da época, no Brasil, Arthur Friedenreich, então com 40 anos, deixou a bola e foi à luta. Liderou um batalhão com cerca de 800 outros atletas, entre eles muitos do Germania, como João Rehder e José de Barros. Friedenreich doou todos os troféus de seus 20 anos de carreira para os rebeldes constitucionalistas.

Logo no início, evidenciou-se a desvantagem paulista quer em homens ou armas. Em três meses de conflito, morreram oficialmente 830 brasileiros, 630 paulistas e 200 soldados federais. Esse número pode ter sido bem maior.

Após três meses de batalha, os paulistas acabaram por render-se. Dois anos após o conflito, uma assembleia eleita pelo povo, em 1934, promulgaria a nova Constituição do Brasil.

 

Curiosidades

A Guerra Área

Em 13 de julho, aviões governamentais inauguraram no país o bombardeio de cidades causando pânico entre a população.

Santos Dumont, que repousava por conta de uma enfermidade no Guarujá, dirige um pronunciamento a nação, angustiado pela utilização de aviões no conflito:

"Meu Deus, meu Deus! Não haverá meio de evitar derramamento de sangue de irmãos? Por que fiz eu esta invenção que, em vez de concorrer para o amor entre os homens, se transformou numa arma maldita de guerra?

Horrorizam-me estes aeroplanos que estão sempre pairando sobre Santos."

Em 23 de julho, abalado em seu controle emocional, enforca-se Santos Dumont.

 

A Propaganda

A propaganda desempenhou papel fundamental na Revolução de 1932.

As ideias revolucionárias foram divulgadas em muros, em praça pública, pela imprensa e pelo rádio.

A guerra contra o governo federal, a partir de 9 de julho, exigia ampla mobilização, que não poderia esmorecer, devendo ser reavivada continuamente, para que prosseguisse o envio de voluntário para as frentes de luta e com a organização dos serviços de apoio às operações militares.

Era indispensável manter elevado o ânimo das tropas.

O governo federal por seu lado também lançava mão das mesmas armas, criando uma guerra de informação que corria paralela a guerra que estava ocorrendo nas trincheiras.

Foi inédita a utilização do rádio como meio de propaganda ideológica e política.

São Paulo podia ouvir as rádios Educadora,  Cruzeiro e a Record.

O governo federal dispunha de dezenas de emissoras que atingiam o país inteiro.

O rádio governamental difundiu pelos estados a imagem negativa da Revolução, chamando-a separatista, comunista, mussoliniana.

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O Separatismo

O separatismo paulista era restrito e insignificante, mas foi utilizado pelo governo de Getúlio para descaracterizar o ideário da Revolução.

Os partidários da separação de São Paulo do resto do Brasil eram principalmente indivíduos afetados por sofrimentos e decepções políticas.

O separatismo no entanto, ajudou a isolar São Paulo do resto do Brasil durante a Revolução.

 

Pinheirenses que lutaram na Revolução de 32:

ALFREDO GIGLIO

ALFREDO PACHECO JUNIOR

ALVARO PAULO CAMPOS

ATUGASMIN MEDICI FILHO

AUGUSTO DE SOUZA QUEIROZ

CARLOS EDUARDO DE CAMPOS

CARLOS VIRGILIO SAVOY

CYRO SAVOY

EDUARDO QUEIROZ TELLES

EDUARDO DE SOUZA QUEIROZ

EMILE ZOLA P. MENDES

ESMERALDO A. DE SOUZA

FARID CHEDE

FELÍCIO CINTRA DO PRADO

FRANCISCO RIBEIRO DA SILVA

IVANCO GUIMARÃES

JOÃO REHDER

JOSÉ BENTO PEREIRA DE SOUZA

JOSÉ  DE BARROS

JOSÉ GANDARA MENDES

JOSÉ THOMAS SAYÃO

JULIO SANTORO

LAURO BEZERRA

LAURO DE BARROS PENTEADO

LUCIANO NOGUEIRA FILHO

LUIZ DIAS DA SILVA

MAURO GARCIA

NILO PORTO

OSCAR PEREIRA ARAUJO

OSCAR THOMPSON FILHO

RAFAEL RIBEIRO DA SILVA

RENATO TAGLIANETTI

RICARDO M. GONÇALVES

ROBERTO REHDER

SYLVIO DE CAMPOS FILHO

WALDEMAR STEINBERG

WALTER PENTEADO LORENZ

 

O Concurso Cultural de Mobgrafia foi um grande sucesso. Tivemos dois vencedores, sendo que uma das fotos vencedoras do júri técnico e a outra da votação popular pelo facebook (foto mais curtida).


EXPOSIÇÃO - CONCURSO MOBGRAFIA

Serão expostas (em papel fotográfico) as 30 melhores fotos segundo o júri técnico. As demais fotos recebidas (dentro do tema “Esporte em Todo Lugar”) serão projetadas em uma tela na exposição.

TEMA: Esporte em Todo Lugar

Abertura da Exposição: no Centro Pró-Memória, 20 de Junho (Sábado) às 11h.

Mais informações: no Centro Pró-Memória ou através do telefone (11) 3598-9716.

Confira as fotografias vencedoras: Vencedores - Concurso Mobgrafia


Acesse o regulamento: Regulamento - Concurso Mobgrafia

O Centro Pró-memória elaborou uma exposição sobre a história do Rio Pinheiros. Com intuito de propor uma reflexão sobre a atual condição dos rios, foram escolhidas imagens do Rio nas décadas de 1920 até 1940. A exposição pode ser vista nos muros externos do Clube, na Av. Faria Lima, até dia 30 de junho.


Sobre o Rio Pinheiros

Antigamente, o rio tinha o nome de Jeribatiba ou Jeribatuba, que em tupi-guarani significa lugar com muitas palmeiras. O rio era sinuoso, com muitas curvas e bancos de areia.  Seu nome, “Pinheiros”, se deu por estar próximo a um aldeamento indígena organizado pelos jesuítas no século XVI, próximo a muitas araucárias.

Sua baixa declividade permitia a navegação em quase toda sua extensão. Era utilizado pelos indígenas, jesuítas e viajantes vindos da baixada santista.  Até 1900 apenas três pontes atravessavam o rio: duas em Santo Amaro e uma em Pinheiros.

O Rio Pinheiros durante muitos anos também foi sinônimo de lazer. Principalmente para as populações ribeirinhas que viviam na região. A pesca, para além do sustento, também era um agradável passatempo. Além disso, piqueniques, caminhadas ou simplesmente relaxar e tomar um sol em suas margens eram atividades muito apreciadas. O Rio era parte da vida social da comunidade.

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Rio Pinheiros X Clube Pinheiros  - Curiosidades

A principal prática recreativa era o remo. Esse foi um dos principais esportes praticados no Sport Club Germânia, atual Esporte Clube Pinheiros, até os anos 40. Se refrescar nas águas límpidas do rio Pinheiros era uma das atividades favoritas dos associados do Clube Germânia e de outros moradores da região.

Logo que o Sport Club Germânia se estabeleceu às margens do rio em 1921, foram construídos alguns cochos para a prática e ensino da natação. O cocho era uma estrutura de madeira (um cercado) com 15 ou 20 m de comprimento, amarrada e flutuando dentro do rio, que permitia ficar de pé dentro d’água com cerca de 1,30 m de profundidade. Nestes cercados, os iniciantes davam as primeiras braçadas até conseguirem uma autorização, que se conquistava depois de um teste de natação, para poderem nadar livremente pelo rio Pinheiros. Para as aulas, os alunos eram amarrados a estacas pela cintura e controlados pelo instrutor. Essa era a técnica do ensino desse esporte na época.

No Clube, a natação só deixou de ser praticada no rio em 1933, quando teve
a inauguração de sua piscina olímpica. Foi nas águas do Rio Pinheiros que a primeira geração de campeões do Clube deu as primeiras braçadas. Muitos atletas se destacaram na competição mais célebre da cidade: A travessia de São Paulo a nado (que acontecia no rio Tietê). Outra modalidade do Clube, era os saltos ornamentais. Para praticar, os associados usavam trampolins construídos no rio.

A grande enchente de 1929 foi um evento marcante da apropriação das várzeas dos rios pela cidade. A empresa canadense “The São Paulo Railway Light and Power” (Concessionária de serviços de transporte e fornecimento de energia elétrica), operava as comportas das represas Guarapiranga e Billings, que desembocavam no rio Pinheiros.

A legislação vigente previa que toda a área de inundação dos rios seria de utilidade pública e de propriedade da companhia. Em fevereiro daquele ano, após uma grande chuva, as comportas foram abertas pela empresa, causando um grande alagamento. A inundação atingiu as várzeas do Pinheiros, do Tietê e do rio Tamanduateí.

Em decorrência dessa enchente catastrófica, a companhia se tornou proprietária de vastas áreas, que anos depois com a canalização dos rios, se transformaram em loteamentos residenciais de alto padrão.

Em 1927, Júlio Prestes que governava o Estado, promulgou uma lei que autorizava a Light a canalizar o rio em troca de inúmeras vantagens. A canalização iniciada em meados dos anos 40 só foi finalizada em 1957. Áreas que originalmente eram de várzea e que estavam sujeitas a inundações conforme os ciclos naturais, foram tomadas pela ação urbanística e dão pistas para que possamos entender as enchentes atuais.

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A retificação, o desmatamento, a intensa ocupação imobiliária das margens, o crescente despejo de esgoto no rio e a drenagem das várzeas foram transformando a paisagem da região e poluindo o rio Pinheiros até torná-lo praticamente um rio morto.

Hoje, poluído e enclausurado pelas pistas expressas da marginal, o Rio Pinheiros espera para ser recuperado, e assim voltar a ser fonte de alegria e vida para a população paulistana, principalmente nesse momento em que a água se trona um bem tão escasso.

Longa Vida ao Rio Pinheiros!

Em maio, o Centro Pró-Memória Hans Nobiling promove várias atividades de Mobgrafia: workshop, uma expedição fotográfica e uma exposição de Mobgrafias, que inclui premiação para as melhores fotos registradas com celular.

A proposta do workshop é desenvolver, por meio de vivências, o olhar fotográfico e artístico a partir de imagens produzidas e editadas em smartphones e tablets, promovendo essa nova linguagem da fotografia de maneira acessível e divertida.

A Mobgraphia é um movimento que estimula a arte fotográfica captada e editada em plataformas móveis. Não importa o aparelho utilizado, tudo é arte e movimento.

Os orientadores serão os fotógrafos Ricardo Rojas e Cadu Lemos, criadores do movimento Mobgraphia.

 

Confira o cronograma.

WORKSHOP

Data: 14 de maio, 19h30

Local: Sala de Conferências

Inscrição: 1º a 13 de maio, no Centro Pró-Memória ou pelo telefone (11) 3598-9716.

Evento gratuito

 

EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA

Data: 16 de maio, 10h

Local: Áreas do Clube

 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA E CONCURSO

Recebimento de fotos: 16 a 29 de maio

Divulgação do resultado no site do Clube, no dia 13 de junho

Abertura da Exposição: 15 de junho

Mais informação no Centro Pró-Memória ou pelo telefone (11) 3598-9716.

 

No dia 27 de abril de 1940 foi inaugurado o Estádio do Pacaembu, patrimônio histórico e esportivo de São Paulo

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O Pinheiros, que na ocasião ainda se chamava Sport Club Germania, marcou presença na programação esportiva das comemorações de inauguração do Estádio do Pacaembu, ao lado de outros clubes da cidade. Alguns associados, que participaram das competições e do desfile de inauguração, têm boas lembranças do acontecimento.

“Na inauguração do Estádio Municipal do Pacaembu, em 27 de abril de 1940, os esportistas de toda a cidade de São Paulo desfilaram. Anteriormente, tinham sido realizadas provas em todas as modalidades, em cada clube, somando-se os pontos dos resultados dos participantes. Na classe A, acumulei o maior número de pontos, entre atletas de toda a cidade, e fui homenageada, recebendo, das mãos do Excelentíssimo Presidente da República, Getúlio Vargas, o distintivo da Mocidade Paulista, por ocasião das festividades de inauguração do Estádio Municipal do Pacaembu (...)”
Erika Sergel

Hoje, o Pacaembu é visto, pelos paulistanos, como um patrimônio da cidade, considerado um dos estádios mais completos, com instalações para a prática de quase todos os esportes olímpicos, além de sediar apresentações coletivas de ginástica e dança. O ginásio de esportes tem capacidade para quatro mil pessoas, e as arquibancadas, em formato oval, possuem 11 degraus, totalizando 9.760 m de comprimento. No interior do Estádio, encontra-se, também, toda a infraestrutura para atender os esportistas que usam as instalações. Em 29 de setembro de 2008, foi inaugurado o Museu do Futebol, que ocupa 6,9 mil metros quadrados, embaixo das arquibancadas do Estádio.

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UM POUCO DA HISTÓRIA DO PACAEMBU
Em 1926, a Cia. City doou um terreno ao Estado, depois repassado à Prefeitura. Esse terreno ficava no bairro chamado Pacaembu que, em Tupi Guarani, significa “terras alagadas”. No fim da década de 30, os paulistanos não poderiam imaginar que o imenso vale verde que ligava a Avenida Doutor Arnaldo ao Largo Padre Péricles em tão pouco tempo estaria ligado às emoções do futebol. Contrariando as expectativas, porém, a ideia de construir o Estádio Municipal transformou-se logo em um grande sucesso.

O surgimento do Pacaembu, o maior estádio da América Latina na época, deslocou o eixo do futebol do Rio de Janeiro para São Paulo. Era considerado, então, o maior e mais moderno estádio da América do Sul, com capacidade para acolher 70 mil pessoas. Em 1961, o Pacaembu ganhou o nome de Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao homem que comandou, em 1958, a delegação no Mundial de Futebol, na Suécia. Foi na década de 90 que o Complexo do Pacaembu, incluindo a Praça Charles Miller, foi tombado como Patrimônio Histórico da Cidade de São Paulo, comprovando o valor significativo que possui junto à sociedade paulistana.

O Centro Pró-memória preparou uma exposição especial, com painéis espalhados na fachada do Clube, diante da movimentada Avenida Brigadeiro Faria Lima.

A exposição vai até 30 de janeiro, e é resultado do Prêmio Memória do Esporte Olímpico do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus).

Através de imagens do acervo, é possível saber um pouco da trajetória do Atletismo em São Paulo. Entre os assuntos abordados estão a Primeira Competição Atlética Feminina do Brasil, que ocorreu em 1930 no Germania, a Primeira corrida Cross, as mudanças técnicas que levaram a recordes e as primeiras pistas de atletismo de São Paulo.

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Além dessa exposição na Faria Lima, também faz parte do projeto uma exposição na Sala de Exposições Temporárias, que apresentará troféus, aplicativos, fotos estereoscópicas e entrevistas que falam sobre o início da prática do atletismo.

Essa exposição estará aberta para visitação a partir do dia 14 janeiro, com encerramento no dia 30 de junho. Prestigie!

No final do mês de setembro deste ano (2014), após quatro meses em reforma, finalmente a exposição permanente do Centro Pró-Memória foi reaberta completamente renovada.

Com novo layout e muito mais interatividade a nova exposição pretende mais do que apresentar informações, instigar a curiosidade do visitante e estimulá-lo a selecionar os assuntos que lhe interessem mais.

Uma das novidades é a instalação "Provadores -  A Evolução dos Uniformes" onde os visitantes podem ver atletas de diversas épocas e modalidades projetados em tamanho real sobre vidros com uma película especial que proporciona efeito holográfico.

Outra novidade é o Videowall de mais de 3m de extensão “Nossos Medalhistas Olímpicos” onde podem ser vistas fotos, entrevistas, vídeos e informações dos medalhistas olímpicos do Pinheiros de forma dinâmica. O Videowall, “parede de vidro” em tradução literal, consiste em uma série de monitores justapostos de modo a formar uma grande tela.

Por meio de um tablet,  junto à instalação, é possível que o visitante escolha o medalhista que deseja conhecer e/ou ver.

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Centro Pró-Memória Hans Nobiling

Aberto à visitação de terça a sexta-feira das 9 às 17h00, Sáb. e Dom. das 10 às 14h. Fechado nas segundas e feriados.

Neste momento, em que a exposição permanente do Centro Pró-Memória está passando  por uma grande renovação, a Revista Esporte Clube Pinheiros apresenta uma seleção de fotos que permite relembrar e comparar as mudanças dessa mostra em relação a de anos anteriores. Desde a inauguração da primeira exposição, em 1991, a partir da reorganização do acervo herdado do antigo Museu Hans Nobiling, o Centro Pró-Memória procura trazer novidades expográficas e tecnológicas que melhorem a comunicação com os visitantes e renovem seu interesse pela história do Clube. Em setembro, visite e se surpreenda com a nova exposição permanente do Centro Pró-Memória, no 1º andar do Centro Desportivo.

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O 32Centro Pró-Memória permanecerá fechado para reforma até 28 de setembro, quando será reaberto com nova exposição, mais moderna e interativa. A administração do Centro Pró-Memória continua atendendo normalmente.

De acordo com o regulamento da Gincana Futebol X Memória, no dia 10/06/2014 às 17:00 horas foi realizado o sorteio entre os finalistas.

A seguir a lista dos vencedores da Gincana Futebol X Memória e suas respectivas premiações:

 1º lugar

Luiz Nicolau Hidas Piratininga – Final de semana para 2 pessoas no Hotel Dona Carolina

 2º lugar

Ricardo Osso da Costa – Almoço para 2 pessoas na Churrascaria Recanto da Figueira

 3º lugar

Antônio José P. O. Bulgarelli – Jantar para 2 pessoas no Restaurante do CCR

O Centro Pró-Memória Hans Nobiling parabeniza os vencedores e agradece a todos os participantes.

Clique aqui e veja as perguntas da 1ª Etapa da Gincana Futebol x Memória.

Clique aqui para ver as questões da 2ª Etapa da Gincana Futebol x Memória.

Clique aqui para ver as questões da 3ª Etapa da Gincana Futebol x Memória. Esta é a última etapa, que irá do dia 29/05/2014 a 04/06/2014.

Encontre as respostas na vitrine de curiosidades do futebol na sede social.

Para encontrar as respostas, visite a exposição do Centro Pró-Memória.

Depois é só marcar as respostas corretas do formulário de questões e enviar.

Lembrando que o primeiro prêmio é um fim de semana no aclamado

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Na gincana cultural “Futebol X Memória” você pode fazer tudo isso cumprindo 3 desafios que serão propostos no site do clube durante o mês de maio. Às vésperas do Mundial de Futebol, o tema da gincana pretende mostrar a ligação histórica entre o futebol e o clube desde sua fundação.

O primeiro prêmio será um fim de semana na Fazenda Dona Carolina e haverá também outras premiações! Fique atento porque o regulamento será divulgado no site do clube no dia 5 de maio de 2014.

Participe e mostre toda a sua habilidade em enfrentar e vencer desafios!

Regulamento

Muitos fotógrafos pioneiros, que atuaram em São Paulo, no início do século XX,
fizeram registros do Clube. Algumas dessas fotos fazem parte do acervo do
Centro Pró-Memória

O suíço Guilherme Gaesnsly fotografou um dos mais antigos times de Futebol do Clube: a equipe de 1904. Gaensly, Valério Vieira e Militão Augusto de Azevedo compõem o grupo mais conhecido de fotógrafos ativos na cidade de São Paulo, por volta do fim do século XIX.

Algumas das imagens mais conhecidas do Germania, no fim da década de 1920, são de autoria do fotógrafo de origem austríaca, Otto Rudolf Quaas. Ele foi responsável por uma parcela importante da documentação do Escritório Técnico Ramos de Azevedo e, no Clube, registrou panoramas do rio com os cochos, a casa de barcos e a figueira de tronco duplo, além das festas ao ar livre e também no salão da Rua Dom José de Barros.

Já o alemão Theodor Preising participou da Primeira Guerra Mundial, como fotógrafo na frente de combate. Quando o conflito terminou, mudou-se para a Argentina e, em seguida, para o Brasil. De 1920 a 1924, produziu e vendeu cartões-postais, máquinas fotográficas e acessórios, no Guarujá.
Um fotógrafo que tem poucas imagens no acervo do Clube, mas, no entanto, é o autor de uma das fotos mais emblemáticas do Germania, é João Schönfelder. É dele a foto panorâmica, já bastante divulgada, em que um grupo de mais de 60 associados, de todas as idades, posa em trajes de banho à beira do Rio Pinheiros, em 1925. Uma curiosidade é que essa foto foi doada por ninguém menos que pelo próprio fundador do clube: Hans Nobiling.

Confira algumas das primeiras imagens do Clube:

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Primeiro time de Futebol do Sport Club Germania, em 1904. Foto de Guilherme Gaensly.

 

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Remadores do Germania, no rio Pinheiros, em 1937. Foto de Theodor Preising.

 

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Banhistas do Germania, no rio Pinheiros. Foto de Shöenfelder. Doação de Hans Nobiling.

 

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Festa de inauguração da Pista de Atletismo, em 1926. Foto de Otto Rudolf Quaas.

Até o mês de fevereiro, a vitrine da entrada da Sede Social exibirá um pouco da história do coral pinheirense. Durante o período, o local será usado para a exposição de folhetos com a programação e alguns uniformes usados pelos integrantes durante os 42 anos de existência do grupo.

O Coral do Pinheiros foi fundado em 1971, sob administração do Departamento Cultural. Na época, o grupo foi dirigido por Ricardo Mendes Gonçalves, com a coordenação de  Francisco Pignatari e direção musical do maestro Ítalo Izzo.  Era uma das atividades da variada programação cultural da "Hora de Arte" que incluía, além de música, dança, teatro e palestras.

Como no início não havia muitos participantes, o maestro precisou "enxertar" vozes do canto lírico do Theatro Municipal. Após o falecimento de Ítalo Izzo, vários maestros ocuparam o cargo de diretor musical. Sob a regência do maestro Gaó, o grupo gravou a primeira versão do Hino do Esporte Clube Pinheiros, composto por Francisco Pignatari e apresentado  em todas as solenidades do clube.

Nos primeiros 18 anos de existência do coral, maestros como Mario Silvio Greggio, Antonio Sergi, Vicente de Lima, Spartaco Rossi e Fabio Cintra lideraram o grupo.

Em 1989, o coral pinheirense foi reativado sob a regência do maestro Samuel Kerr e o Hino do Esporte Clube Pinheiros foi regravado com acompanhamento da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais.

Desde 2002, o Coral ECP tem regência do maestro Murilo Alvarenga e suas apresentações já são tradicionais nas comemorações de aniversário do clube e nas festividades de Natal. Além disso, é presença constante nos tradicionais encontros de corais.

Fotos: Arquivo Centro Pró-Memória Hans Nobiling

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Coral do Pinheiros canta nas alamedas do clube sob a regência do maestro Samuel Kerr.

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Apresentação em meados de 1975, com o maestro Mario Gregio.

 

Em outubro foi concluída a Oficina Museu e Memória oferecida para a terceira idade pelo Centro Pró-Memória em parceria com o Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE).

Os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar memórias afetivas a partir de objetos pessoais trazidos e finalmente organizados em uma pequena exposição no próprio Centro Pró-Memória. A exposição pode ser visitada nos horários de funcionamento do Centro Pró-Memória até o dia 30 de novembro.

Em 1984,o edifício do Centro Esportivo foi inaugurado com o objetivo de  ser o maior centro poliesportivo do Brasil. O projeto arquitetônico assinado por Ícaro de Castro Mello foi composto por 17.567,92 m² de área construída, 120m de comprimento, 40m de largura e 20m de altura, representando um enorme impulso para o desenvolvimento do esporte pinheirense.

Até a total conclusão da obra, os espaços foram sendo inaugurados e entregues ao uso dos associados aos poucos, à medida que eram terminados. Assim, já em 1982, o ginásio poliesportivo foi entregue e, no ano seguinte, foi a vez da piscina olímpica aquecida.

Uma curiosidade dessa história é que em 1981, com as obras já bastante adiantadas, foi realizada uma festa dentro da piscina, como pode se ver nas fotos desta página.

 

"Correr, saltar, lançar: a trajetória do atletismo”, é o tema da iniciativa apresentada pelo Centro Pró-Memória ao  Prêmio Ibram Memória do Esporte Olímpico. A proposta deu ao Esporte Clube Pinheiros o primeiro lugar. O Prêmio Ibram foi instituído para premiar iniciativas de preservação da memória, apoiar as ações de divulgação, preservar e difundir o acervo existente sobre o esporte olímpico.

Em segundo lugar venceu a proposta “Memória Olímpica pelo olhar Naif”, apresentada pela Fundação Lucien Finkelstein (RJ). Em terceiro, ficou a exposição “Memória, Ciência e Esporte Olímpico”, apresenta por Emílio Antônio Jeckel Neto (RS). Cada um dos premiados receberá R$ 35 mil para realizar as atividades propostas.

A montagem da exposição proposta pelo Centro Pró-Memória Hans Nobiling será uma oportunidade de dimensões inéditas para divulgar seu acervo relacionado à Atletismo.

Dividida em dois módulos, o primeiro contemplará a história do atletismo no Brasil, com ênfase nas primeiras quatro décadas do século XX, fazendo uso das mais de 1000 imagens de atletismo do acervo. Painéis que permitirão sua permanência em áreas externas e que primeiramente permanecerão no Clube, mas em seguida deverão ficar expostas em escolas, Clubes, Associações Esportivas e estações de metrô.

O segundo módulo  será embasado nos cerca de 800 documentos tridimensionais relacionados ao tema, como medalhas, troféus, peças de vestuário e uso esportivo e enfatizará a interatividade com atividades lúdicas que levem à reflexão sobre o acervo exposto.

Esse Prêmio confirma que as vitórias e a  excelência do Esporte Clube Pinheiros não se restringem ao Esporte.

Mais um presente para o Clube no mês de seu aniversário.

 

O Centro Pró-Memória organizou uma exposição sobre a história do atletismo no Esporte Clube Pinheiros. No dia 20 de agosto, houve um encontro com os ex-atletas pinheirenses praticantes da modalidade.

O atletismo sempre possuiu uma história de prestígio dentro no Pinheiros. Em 1931, o então Sport Club Germania sediou o 1º Campeonato de Atletismo Feminino. Já no ano de 1932, o Clube estreou nos Jogos Olímpicos com a participação do atleta Lúcio Almeida Prado de Castro, no salto com vara. Nomes como João do Pulo, Roberto Chap Chap e Jadel Gregório já defenderam as cores pinheirenses.

A nova geração de ídolos conta com Solonei Silva e Adriana Aparecida. Para se ter uma ideia da força do Clube, nos Jogos Olímpicos de Londres – 2012 – o Atletismo foi a maior delegação pinheirense, com oito atletas e um técnico.

Veja as fotos do encontro: http://goo.gl/1nua1M

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24 e 25 de setembro
Terça e quarta-feira

Esporte Clube Pinheiros
Auditório do CCR
Acesso pela Rua Tucumã, 528, Jd. Europa – São Paulo/SP

Inscrições gratuitas e Informações
20 de agosto a 18 de setembro
E-mail: ecpcme@ecp.org.br
Tel: 11 3598 - 9715 / 9716 / 9513

 

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Atividades extraclasses marcaram o aniversário da Escolinha do Clube

Fundado em 1º de junho de 1945, na gestão do Presidente Henrique Villaboim, o Jardim de Infância do Esporte Clube Pinheiros foi uma experiência pioneira entre os clubes. E, como parte das comemorações dos 68 anos do hoje denominado “Jardim de Infância Tia Lucy” (homenagem à fundadora), foram agendadas visitas de alguns alunos ao Centro Pró-Memória Hans Nobiling durante duas semanas de junho.

Os pequenos pinheirenses visitaram a exposição e participaram de atividades focadas especialmente na história do Jardim de Infância. Foram apresentados fotografias e vídeos antigos a partir dos quais foram incentivados a desenhar a Casa de Barcos que foi uma das primeiras sedes da Escolinha.

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Depois, as crianças participaram de uma Caça ao Tesouro e, quem encontrou primeiro uma fotografia escondida na sala de exposições, ganhou medalha e diploma.

As atividades tiveram tanta receptividade que muitas crianças voltaram trazendo familiares para também conhecer o Cento Pró-Memória, o que comprova a importância do trabalho com a memória, desde a infância.

 Venha você também descobrir o Centro Pró-Memória.

 

 

 

A roda ginática alemã é um aparelho curioso e não muito conhecido no Brasil que permite uma gama muito grande de evoluções dentro ou fora dele, em linha reta, espiral ou saltos e por isso não tem sido utilizado apenas como uma modalidade esportiva, mas também em apresentações de danças, teatro, circos internacionais (como no caso do circo canadense Cirque du Soleil) e de ginástica, como utilizada pelo Grupo de Rodas Ginásticas (GRG) da Unicamp.
Existem algumas fotografias da prática da Roda Ginástica no Germania na década de 1940 e um artigo na revista Sport Club Germania com fotos de Hilde Nobiling, sobrinha do fundador do Germania, Hans Nobiling, exercitando-se no aparelho.

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Roda ginástica no Germania na década de 1940 Créditos para Arquivo Centro Pró-Memória

A Roda Ginástica Alemã (Rhönrad, em alemão) foi criada no final da década de 1920 pelo ferroviário Otto Feick, a partir de uma brincadeira de sua infância, quando descia um barranco com dois anéis de barril unidos com barras transversais.
Feick montou uma metalúrgica na região de Rhön no sul da Alemanha, onde e passou a construir e comercializar a roda ginástica, daí o nome "Rhönrad", roda de Röhn.
Em 1925, Otto Feick patenteou a roda ginástica com estrutura circular composta de dois arcos de alumínio, possibilitando a execução de vários exercícios acrobáticos.
No início do ano de 1926, ele apresentou o aparelho na Escola Superior Alemã de Educação Física, em Berlim e a seguir fez demonstrações da roda ginástica na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos.
Não tardou muito para que o dinheiro investido no patenteamento do invento rendesse bons frutos. As rodas ginásticas foram um sucesso de vendas. A oficina de Feick produziu quase 20 mil exemplares para serem comercializados em todo o mundo.
Durante a cerimônia de abertura das Olimpíadas de 1936 em Berlim, 120 ginastas fizeram uma exibição de roda ginástica.

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Com a Segunda Guerra Mundial a roda ginástica ficou associada ao nazismo e passou a ser mal-vista. Lentamente a Alemanha foi se recuperando e a prática do esporte retomada mas só em 1960 aconteceu o primeiro campeonato alemão da modalidade.
Otto Feick não viveu para presenciar o ressurgimento do seu invento. Ele morreu em 1959.
Em 1995 a Federação Internacional de Roda Ginástica (IRV- International Rhoenradturnen Verband) foi fundada, possibilitando a criação e difusão das regras pelo mundo e a realização do primeiro campeonato mundial de roda ginástica neste mesmo ano na Holanda.
Atualmente, podemos observar a prática da Roda Ginástica em diversos países, entre eles Holanda, Bélgica, Suíça, Espanha, Israel, Noruega, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Áustria, Coreia, Itália, Portugal, Argentina, Japão, China, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Brasil.
Entretanto, no Brasil a prática ainda é restrita, praticada na Unicamp e no Instituto Adventista de São Paulo.

O Centro Pró-Memória acaba de receber a doação de um grande lote de peças e documentos de Arsênio Costa Vasconcellos Martins, atleta benemérito do judô, que teve importante atuação esportiva para o clube desde a fundação da seção de judô em 1949 até aproximadamente o ano de 1958.
Arsênio Costa (1925 - 2010) era formado em Direito no Largo São Francisco e colecionou em seu currículo esportivo diversos campeonatos paulistas e brasileiros, chegando a ser campeão sul-americano na década de 1950 e conquistando a tão almejada faixa coral que,nas cores vermelha e branca,corresponde do 6º ao 8º Dan nos níveis do judô. (veja na tabela)
Além da própria faixa coral, em perfeito estado de conservação, a doação incluiu fotografias, troféus, medalhas e certificados de campeonatos paulistas e brasileiros.
Segundo seus familiares, Arsênio tinha grande amor ao Judô e ao clube, que frequentou até seu falecimento, tendo-o defendido em competições esportivas durante toda sua carreira.
Entendia que os atletas do Judô deveriam sempre preservar as raízes desse esporte, que consistiam, dentre outras, na busca constante pela perfeição técnica dos golpes, objetivo que perseguiu ao longo de toda sua carreira.Não vislumbrava o Judô somente como esporte, mas sim,como uma filosofia de vida.
O responsável pelo importante trabalho de resgate do material e doação ao acervo do Centro Pró-Memória foi o sócio Felipe Dias Baptista Gomes Caldas.
Apesar da pouca idade (17 anos), Felipe demonstrou todo o seu espírito de pesquisador e muita consciência da importância da preservação da história do clube quando descobriu este material praticamente perdido no porão de um palacete, mais conhecido na região como "Castelinho", que servira de uma espécie de casa de campo ao atleta na cidade de Guaxupé, Minas Gerais, ao qual teve acesso por ser enteado de Orlando Costa Vasconcellos Martins, filho de Arsênio Costa. Em tal casa, também se encontrava um acervo com centenas de livros, dentre eles, clássicos de Stefan Zweig, Monteiro Lobato, muito admirados pelo atleta.
Graças à esse resgate foi preenchida mais uma lacuna do acervo que contava com pouquíssimo material referente a este atleta.
Tabela

As cores das faixas do judô
A faixa simboliza o ciclo de aprendizagem de um praticante nas diferentes etapas de sua carreira
Faixa Branca - 8º Kyu
Faixa Cinza - 7º Kyu
Faixa Azul - 6º Kyu
Faixa Amarela - 5º Kyu
Faixa Alaranjada - 4º Kyu
Faixa Verde - 3º Kyu
Faixa Roxa - 2º Kyu
Faixa Marrom - 1º Kyu
Faixa Preta - 1º Dan
Faixa Preta - 2º Dan
Faixa Preta - 3º Dan
Faixa Preta - 4º Dan
Faixa Preta - 5º Dan
Faixa Vermelha e Branca - 6º Dan = Coral
Faixa Vermelha e Branca - 7º Dan = Coral
Faixa Vermelha e Branca - 8º Dan = Coral
Faixa Vermelha - 9º Dan
Facha Vermelha 10 Dan.

Esporte já foi praticado no Germania

Pouca gente já ouviu falar de um esporte chamado faustball em português punhobol. O faustball, que é jogado com os punhos, é praticado desde a Idade Média, sendo que o primeiro Campeonato Mundial foi disputado em 1913. O punhobol foi responsável pelo surgimento do Voleibol.

Esse esporte é disputado por dois times com cinco jogadores cada. A quadra geralmente é de grama e dividida ao meio por uma fita que fica a uma altura de 2 m do chão. As equipes têm por objetivo rebater a bola com o punho sobre a corda, tentando dificultar a sua devolução pelo adversário.

Nascido na Itália o punhobol se desenvolveu na Alemanha e foi trazido para o Brasil pelos imigrantes germânicos.

Antes do voleibol ser praticado no Clube, haviam equipes de punhobol, inclusive que se destacavam sagrando-se campeões por vários anos.

Atualmente o punhobol é praticado no Brasil principalmente nos estados da região Sul. Apesar de pouco conhecido pro aqui, é um dos poucos esportes coletivos brasileiros que já conquistou três títulos mundiais.