Para o técnico Cesar Guidetti, foi uma temporada surpreendente que trouxe muitos aprendizados ao time

No dia 7 de novembro de 2016, a equipe de basquete do Esporte Clube Pinheiros começava mais uma temporada do Novo Basquete Brasil. Sob o comando do técnico Cesar Guidetti, entraram em quadra 43 vezes, em 28 jogos classificatórios e 15 jogos de playoff.  Cada partida, um novo desafio, uma evolução.

Guidetti e sua comissão técnica extraíram o melhor de cada jogador. Estudaram e encontram uma fórmula quase mágica para alavancar o time pinheirense durante a temporada, levando o Clube para as semifinais. Isso sem contar com a superação e a garra dos jogadores que, a cada quarto, cresciam e chegavam mais próximo do seu objetivo.

“Lá no início, na apresentação do time, éramos apenas um grupo com um objetivo. No decorrer do campeonato, nos tornamos uma família e quando um time se une, tudo fica mais fácil, tudo flui. E foi isso que nos levou até onde chegamos”, disse Gemerson.

“Uma das nossas metas era classificar entre os quatro primeiros colocados do NBB. Sabíamos que era difícil, mas não impossível. Não conseguimos a classificação antes dos playoffs e isso tornou o caminho mais difícil. Tivemos uma superação muito grande”, comentou o técnico.

Playoffs Parte 1 – Oitavas de final

Foram momentos históricos vividos em quadra durante os playoffs. Muita superação física e mental, começando com a disputa contra o Vasco, que era muito forte e sétimo colocado no campeonato.

“Vencer o primeiro jogo fora de casa foi fundamental e eu tinha muita confiança que o jogo 5, em casa, nos traria a vitória”, lembra Cesar. “O público começou a interagir mais, a partir desse playoff. A comunidade dentro e fora do Pinheiros começou acompanhar nossos jogos, torcer, comparecer ao ginásio, até que batemos recorde de público. Isso mostrou que estávamos crescendo e tinha muita gente acreditando que podíamos chegar onde queríamos.”

“Nosso time evoluiu muito nos playoffs, começando com Vasco, fazendo algumas mudanças táticas, técnicas que foram dando certo e encaixou os jogos. A série contra o Vasco foi duríssima e ninguém acreditava em nós, só nós mesmos”, comentou Ansaloni.

Playoffs Parte 2 – quartas de final

Para o técnico Cesar Guidetti, a equipe chegou aos jogos contra o Flamengo, sem ter nada a perder e foi isso que deu tranquilidade em quadra para que os jogadores fizessem excelentes jogos na série e quebrassem a hegemonia do tradicional time carioca.

A lógica favorecia o tetracampeão. Já tínhamos perdido um jogo em casa, no segundo turno contra o Flamengo, o que marcou muito nossa equipe. Doeu especialmente no Bennett, que teve um lance livre para ganhar o jogo e errou. Mas aquele dia mostrou que a gente podia vencer. A partir do terceiro jogo, corrigimos detalhes táticos e técnicos e mudamos a equipe titular. Ganhamos o terceiro jogo do começo ao fim e foi aí que virou a chave do time”, disse o técnico.

Foi um orgulho enorme conseguir um resultado tão desacreditado perante todos, desclassificando o Flamengo e ganhando três jogos seguidos, sendo dois na casa deles. Mostrou que nosso grupo tem muito caráter e união. Saímos muito fortes desse playoff e entramos para história do NBB, oitavo colocado a eliminar o primeiro colocado”, disse Guilherme Teichmann.

Playoffs Parte 3 – semifinal

A série contra o time do Gocil/Bauru Basket, começou dois dias após a eliminação do Flamengo. O time pinheirense estava cansado, sem tempo suficiente entre as partidas e isso gerou uma preocupação em toda comissão técnica. Mesmo assim, o Pinheiros surpreendeu vencendo os primeiros jogos.

“Quando saímos do playoff do Flamengo, o Bauru já estava há uma semana descansando. Jogamos numa sexta no Rio de Janeiro e na segunda tivemos o primeiro confronto. Em quadra, parecia que estava continuando o jogo do Flamengo e foi esse ritmo intenso o jogo todo. O segundo jogo a mesma coisa, equipe entrou em quadra atropelando e foi dando tudo certo”, comenta Cesar. “Mas sempre tivemos pé no chão. Em playoff, quando você ganha dois jogos não quer dizer nada.”

“Contra Bauru, nenhum jogo foi fácil, mesmo os que vencemos. Eram jogos de muito contato físico, muito volume, pois o time de Bauru tinha a melhor defesa do campeonato e sabíamos que tínhamos que nos superar novamente se quiséssemos um resultado satisfatório”, comentou Ansaloni.

O jogo 5 da série semifinal foi bastante equilibrado, mas não forte o suficiente para que o Pinheiros conseguisse uma vaga na grande final. “Jogamos em um nível muito alto os playoffs. Saímos do NBB com um sentimento misto de orgulho e superação, apesar de saber que tínhamos condições de muito mais. Saímos de cabeça erguida”, concluiu Teichmann

Futuro

Toda equipe de Basquete está de férias e os passos seguintes serão decididos nas próximas semanas.

“O Pinheiros é um Clube formador de atleta. Agora, estamos voltados para os meninos da base. Temos jogadores qualificados, nível seleção, que podem ser aproveitados da melhor forma. Essa temporada tivemos cinco inscritos e o aprendizado que eles vivenciaram foi essencial. É isso que queremos reforçar para próxima temporada”, completou o técnico.

Pinheiros em números

  • Quarta colocação no NBB CAIXA 9.
  • 43 jogos – 24 vitórias e 19
  • Cestinha do time – Desmond Holloway, com média de 19,3 pontos na temporada, atingiu 36 pontos em uma partida contra o Vasco.
  • Jogador com mais tempo em quadra – Corderro Bennett, que chegou a ficar 489 minutos em jogo.