Focado e positivo

Foi durante a faculdade que a paixão pelo basquete despertou para o norte-americano Chris Ware. “Depois da faculdade, percebi que podia ser um profissional do basquete, o que era perfeito porque eu adorava jogar basquete, sempre me diverti muito em quadra”, conta o atleta natural de Chicago, que tornou-se jogador profissional em 2012, aos 22 anos, em uma equipe da Romênia. Também jogou na Indonésia, na Polônia e em Portugal. Integra o time pinheirense há dois anos.

Depois, o ala/armador jogou na Alemanha e, há dois anos, defende a equipe azul e preta. Para Ware, são dois os momentos mais marcantes de sua carreira: o campeonato que venceu quando ainda não era profissional e jogava pelo time da faculdade, e o Jogo das Estrelas, que participou no começo deste ano, integrando o time NBB Mundo, ao lado de Kenny Dawkins e Corderro Bennet.

“Fazer parte de uma equipe que reunia os melhores jogadores do País e estar junto com companheiros de Pinheiros foi muito divertido para mim”, conta o pivô, que veio para o Brasil por indicação de Bennet. “Já tínhamos jogado juntos e ele gostava do meu modo de jogar. Pediu meu vídeo e mostrou para o técnico do Pinheiros, que me chamou para fazer parte do time.”

Para Ware, seu bom desempenho na equipe azul e preta está ligada a conexão que tem com os amigos. “Pela nossa amizade e como já conhecíamos o estilo de jogo, a química na quadra foi imediata. Estar ao lado de amigos faz com que seja ainda melhor jogar basquete.”

Apesar dos treinos e jogos tomarem muito tempo e ainda conhecer pouco do Brasil, o pivô gosta do País. “O basquete no Brasil é competitivo, com uma cultura parecida com a americana”, comenta ele. “E o clima brasileiro é incrível!”

O único problema de estar no Brasil é a distância das pessoas queridas. “Eu amo minha família e tento falar o máximo possível com todos. Ainda bem que podemos contar com a tecnologia de videochamadas para poder manter contato.”

Longe das quadras, descanso é a prioridade do jogador. “Nas horas vagas, dormir é o que eu mais gosto de fazer”, conta. “Também gosto de comer e jogar Xbox com Dawkins e Bennet. Mesmo quando não estamos treinando, jogamos basquete no videogame, assistimos jogos juntos. É basquete o dia todo!”

Descreva o Ware em uma palavra: Positivo.

O que você odeia: energias negativas.

Família é:  muito importante.

Uma música brasileira: Não fala não pra mim, Humberto e Ronaldo.

Comida preferida: Macarrão e queijo.

Um ídolo no esporte: Anthony Davis.

Time do coração (qualquer esporte): Chicago Bulls.

Um sonho: vencer um campeonato.

O que te inspira: minha família e Deus.

 

Playoffs vem aí!

Ware está otimista para os playoffs e acredita que, além da preparação física, a equipe está com a mente preparada. “Temos grandes chances de vencer o campeonato. Todos estão focados, com a mente voltada para isso. Tudo que a gente pensa e fala, se manifesta e faz acontecer”, afirma. “A única coisa que penso é em ser campeão. Não estou pensando em semifinal. Estou pensando: vamos vencer.”